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Marocains furieux ont attaqué le modérateur de l’assemblée des mouvements sociaux du FSM qui lisait le texte, M. Moumni Rahmani, un Marocain lui-même, le menaçant et le maltraitant en public et le qualifiant de traître.

Communiqué Sortir du Colonialisme

" Alors que la France a entrepris une guerre au Mali au nom de la lutte contre l’occupation d’une partie de ce territoire par les forces djihadistes, elle ne dit et ne fait rien face au Maroc qui occupe illégalement le territoire d’un autre peuple."

Réfugiés subsahariens du camp de Choucha dans une grève de la faim

Quarante-et-un réfugiés subsahariens du camp de Choucha frappent aux portes du très influent Forum Social Mondial pour réclamer la dignité humaine. L’absence de reconnaissance et de solutions concrètes à Tunis les incite à entamer collectivement une grève de la faim le 29 mars 2013 devant le Haut commissariat aux réfugiés (HCR) de Tunis, mettant leur santé - déjà précaire - en danger.

Le "printemps arabe" invite le mouvement altermondialiste

Las mujeres darán el puntapié “oficial” anticipando con su asamblea mundial la apertura de la 12da edición del Foro Social Mundial (FSM) este 26 de marzo

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A voz das Mulheres de Pedra no dia 25 de Julho - Dia Internacional da Mulher Negra Latinoamericana e Afro-caribenha

Resistência feminina solidária em Pedra de Guaratiba

lundi 29 juillet 2013, par Simone Ricco

25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-America. Data para visibilidade de lutas travadas por mulheres negras e destaque aos protagonismos de mulheres afro-descendentes em diferentes locais e épocas.

O dia 25 de julho passou a ser o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-America e Caribenha em 1992, no I Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe. Desde então, várias iniciativas buscam fazer da data um dia de ações em prol da memória das lutas travadas por mulheres negras e dia de destacar protagonismos femininos afro-descendentes em diferentes áreas.

Em 2013, a data é o mote para a Ciranda Afro destacar o trabalho realizado pelo coletivo Mulheres de Pedra, no bairro de Pedra de Guaratiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na casa próxima ao Pier do Coqueirinho, e longe da Zona Sul, coração da cidade maravilhosa, o grupo desenvolve atividades artísticas, gastronômicas e culturais, realizadas com base na economia solidária e criativa.

Fruto de uma ideia da falecida artista plástica Dora Romana, a criação do grupo é uma iniciativa cultural popular comprometida com a economia solidária e com ações sócio-ambientais necessárias para lidar com as transformações na antiga aldeia de pescadores, atualmente marcada pelos efeitos das constantes agressões à Baia de Sepetiba.

(*fotos cedidas por Mulheres de Pedra)

Moradora do bairro, a pedagoga e artista popular Leila Souza Netto dirige o projeto, ao lado de Lívia Souza Vidal, Monique Rocco e demais colaboradoras envolvidas em ações que procuram oferecer oportunidades de trabalho, formação e lazer para os 9.693 habitantes de uma região carente de empregos, instituições de ensino públicas e espaços culturais.
Sensíveis a esta realidade local, as dinamizadoras do Mulheres de Pedra revestem de arte o espaço físico do casario. A decoração reflete as matrizes africanas afirmadas pela praticante de dança afro Leila Souza Netto, ressaltadas nos quadros do pintor Vidal e nos painéis, alguns deles, como o das Orixás, uma mostra do trabalho com retalhos - transformado em referência do fazer artístico das Muheres de Pedra.


Como explicam as dinamizadoras do projeto : “a ‘Colcha de Retalhos’, ou painel artístico, tornou-se a obra que identifica por excelência as travessuras deste grupo com estilo próprio. Cada mulher um pedaço, ou um ‘retalho’, cada pedaço uma técnica, uma expressão, um sentimento, uma informação. Sentimentos alinhavados cuidadosamente ao redor de uma brincadeira muito séria, e também aos sorrisos e lágrimas derramadas, além de reflexões e aprendizados, uma poesia ocupa cada pedaço da Colcha de retalhos, refletindo os anseios e alegrias das Mulheres de Pedra...

Para garantir a resistência deste projeto em ação há mais de uma década, as dinamizadoras contam com artistas plásticas, teatrólogas, professoras, cantoras, artesãs, donas de casa, costureiras, paisagistas e cozinheiras. Atuando em diferentes frentes, o grupo estreita cada vez mais o diálogo com a economia solidária, incentivando as colaboradoras a desenvolver atividades que gerem trabalho, renda, formação e lazer, destinados aos moradores da região e visitantes.

Pensando em colaborar com o desenvolvimento da economia solidária o Mulheres de Pedra procura estimular o ecoturismo, trazendo cariocas de outros bairros, brasileiros e visitantes de outras nacionalidades para circular pelo bairro da Zona Oeste, realizar trocas culturais e contato com produtos artísticos, roupas, peças artesanais e produtos gastronômicos expostos por produtores locais. Trabalhando com esse propósito, o Mulheres de Pedra transforma sua sede em espaço de hospedagem nos moldes do ecoturismo, viabilizando o exercício de atividades que empoderam mulheres afro-brasileiras.


Neste dia 25 de julho de 2013, o grupo e todos os moradores de Pedra de Guaratiba sofreram um duro golpe nas expectativas de ativar o turismo na região por conta Jornada Mundial da Juventude. A visita da maior autoridade da igreja católica foi cancelada e os trabalhadores locais que se mobilizaram para o evento foram penalizados. Além disso, Lívia Vidal ressalta que a criação do Campus Fidei provocou a devastação de uma área de proteção ambiental. O dano mencionado por Lívia é reforçado pelo Portal de Guaratiba, mídia eletrônica que denunciou o despejo de escória de alto forno na “urbanização” do terreno, alertando para o temível legado desse resíduo para a região. Outro dano proveniente do lamaçal formado no Campus é o reforço de uma imagem negativa colada ao bairro e que configura mais um obstáculo para tornar positiva a imagem do bairro periférico.

No Brasil, o dia 25 de julho é dedicado a rememorar Tereza de Benguela. A líder negra do passado é uma referência da mesma resistência protagonizada pelas integrantes do Mulheres de Pedra, reunidas nesse quilombo urbano contemporâneo, onde são pensadas e exercidas diferentes formas de luta por uma economia solidária, base do trabalho por um outro mundo possível.

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