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Communiqué Sortir du Colonialisme

" Alors que la France a entrepris une guerre au Mali au nom de la lutte contre l’occupation d’une partie de ce territoire par les forces djihadistes, elle ne dit et ne fait rien face au Maroc qui occupe illégalement le territoire d’un autre peuple."

Réfugiés subsahariens du camp de Choucha dans une grève de la faim

Quarante-et-un réfugiés subsahariens du camp de Choucha frappent aux portes du très influent Forum Social Mondial pour réclamer la dignité humaine. L’absence de reconnaissance et de solutions concrètes à Tunis les incite à entamer collectivement une grève de la faim le 29 mars 2013 devant le Haut commissariat aux réfugiés (HCR) de Tunis, mettant leur santé - déjà précaire - en danger.

Le "printemps arabe" invite le mouvement altermondialiste

Las mujeres darán el puntapié “oficial” anticipando con su asamblea mundial la apertura de la 12da edición del Foro Social Mundial (FSM) este 26 de marzo

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Ato das trepadeiras contra mais um femicídio na MPB

vendredi 6 septembre 2013, par Ana Paula Galvão

Não é um problema do RAP, não é um problema do samba, não é problema do pagode, do funk, do sertanejo, nem do rock e nem do POP, é um problema da sociedade e, sobretudo, de TODAS as mulheres.

Charge : Latuff

Na primeira década do século passado, os sambas saiam das regiões empobrecidas e chegavam ao salões da alta sociedade com, dentre outras, a música que proclamava “se essa mulher fosse minha / Apanhava uma surra já-já / Eu lhe pisava todinha /Até mesmo eu lhe dizer chega”, cantada por José Barbosa da Silva.

Na década de 30, o compositor Francisco Alves gravou o imediato sucesso “Mulher de Malandro” que pregava : “Mulher de malandro sabe ser/Carinhosa de verdade/Ela vive com tanto prazer/Quanto mais apanha/A ele tem amizade/Longe dele tem saudade”.

Em 40, Ismael Silva, em coautoria com Francisco Alves e Freire Júnior, gravaram a música "Amor Malandro" e deixa claro a opinião dos compositores :"Se ele te bate é porque gosta de ti, pois bater em quem não se gosta eu nunca vi".

Indo para os anos 70, pescamos a pérola de João Bosco e Adir Blac “Gol Anulado”, que diz “Quando você gritou mengo/No segundo gol do Zico/Tirei sem pensar o cinto/E bati até cansar/Três anos vivendo juntos/E eu sempre disse contente/Minha preta é uma rainha/Porque não teme o batente/Se garante na cozinha/E ainda é vasco doente”.

Na década de 80, a banda Camisa de Vênus emplacou nas rádios a música “Silvia”, com o absurdo refrão “Ôh Silvia, Piranha/Ôh Silvia, Sua Puta/Todo homem que sabe o que quer, pega o pau pra bater na mulher”.

Já nos anos 90, o pagode brega, na voz de Alexandre Pires divertia milhões com a música que comparava a mulher a um inseto e dizia a plenos pulmões que iria chicotear, bater com chineladas, pauladas e o que mais tivesse mais ao seu alcance na música “A Barata da Vizinha”.

Na primeira década do século 21, o forró nos dá mais um exemplo rude com a canção “Quenga” : “Você voltou/Pra quela casa da luz vermelha/Você se deita com todo mundo/E ainda diz que me ama/Mas qualquer hora/Me da na louca/Me da na telha/Te invado a casa/Te dou porrada/Te quebro a cara/E quebro a cama.”

E em 21 de agosto último, o rapper Emicida nos ’brindou’ com a canção “Trepadeira”, em que o personagem masculino da canção proclama que sua companheira merece apanhar e morrer por envenenamento, além de sua absoluta descartabilidade após o ato sexual, numa composição cheia de apologia à violência social, física e psicológica da mulher, impondo padrões morais e estéticos e cerceando sua liberdade, cujo o auge da promoção misoginia está na rima : “merece era uma surra de espada-de-são-jorge e um chá de comigo-ninguém-pode“.

CHEGA !!!!

Queremos, a partir do 1º ATO DAS TREPADEIRAS, desautorizar qualquer um a dançar, a sorrir cinicamente, a se divertir e, muito menos, a ganhar dinheiro às custas de hematomas, dores, humilhações diárias e mortes que chegam ao endêmico número de UMA MULHER AGREDIDA A CADA 12 SEGUNDOS, só no Brasil.

Trata-se de um profunda mudança cultural da qual não podemos mais nos furtar em promover. Não é um problema do RAP, não é um problema do samba, não é problema do pagode, do funk, do sertanejo, nem do rock e nem do POP, é um problema da sociedade e, sobretudo, de TODAS as mulheres.

Não queremos mais o eterno papel de vítimas que nos enfiam goela e ouvidos abaixo !

Somos guerreiras ! Somos trabalhadoras e se "a rua é nóis", é bom que fique bem claro que "100% da rua foi a mulher que pariu !".

Voir en ligne : 1º Ato das Trepadeiras

P.-S.

#1atodastrepadeiras
#femicidasnaopassarao
#trepadeirasnaocalarao

Dia 10.09 - terça-feira - às 20h30 - na Rua Paes Leme, em frente ao SESC Pinheiros !

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