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Brasil eleva o tom contra ataques à Gaza e retira embaixador de Tel Aviv

quinta-feira 24 de julho de 2014, por Rita Freire,

O Itamaraty considerou inaceitável a escalada de violência entre Israel e Palestina. Conselho da ONU cria comissão para investigar violações. Movimentos sociais fazem ato em São Paulo, no domingo, pelo fim da ocupação da Palestina.

Foto: Conselho de Direitos Humanos da ONU

O governo brasileiro voltou a condenar nesta quarta-feira os ataques de Israel a Gaza, pediu um cessar-fogo e chamou seu embaixador em Tel Aviv, para que volte ao Brasil, a título de "consultas".

Em seu segundo comunicado oficial desde que os ataques tiverem início, há duas semanas, o Ministério das Relações Exteriores considerou "inaceitável a escalada de violência entre Israel e Palestina" . Mas condenou "energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza".

No mesmo dia, o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou resolução condenando a ofensiva militar de Israel e decidiu criar uma comissão internacional para investigar as violações e julgar os responsáveis.Já são mais de 670 palestinos mortos, a maioria civil, e mais de cem crianças. Os mortos de Israel são soldados integrantes da ofensiva, e dois civis.

A proposta de resolução foi apresentada pela Palestina e aprovada por 29 votos, com 17 abstenções de países da Europa. O único voto contrário foi dos Estados Unidos. O documento pede O que os palestinos sejam imediatamente colocados sob “proteção internacional”.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu um inquérito sobre possíveis crimes de guerra cometidos por Israel em Gaza. Ela condenou ataques do Hamas a áreas civis de Israel, mas frisou que, “a Lei internacional é clara: as ações de uma parte não absolvem a outra de sua responsabilidade de respeitar suas obrigações ante a Lei internacional”, ressaltou.

O Conselho de Direitos Humanos também pediu à Suiça que organize uma conferência urgente sobre a situação nos territórios ocupados. O pedido já havia sido feito, no início dos conflitos, ao governo suíço, pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abba.

Enquanto isso, atos pelo fim dos ataques acontecem por todo mundo. O Brasil já registrou manifestações em Porto Alegre, Florianópolis, Rio de Janeiro, Salvador. Em São Paulo, ativistas convocados por centrais sindicais, movimentos sociais e representantes da comunidade árabe, fizeram vigília durante a semana se manifestaram em frente ao Consulado de Israel, em São Paulo, no último sábado. Um novo ato está marcado para domingo (27), às 11h, na Praça Oswaldo Cruz.

Um documento deve ser entregue pelas organizações e centrais participantes ao gabinete da Presidência da República, pedindo rompimento de contratos militares com Israel e de um Tratado de Livre Comércio com o país, como forma de pressionar pelo fim da violência. Os movimentos tem feito reuniões regulares e decidiram abraçar a campanha BDS (Boicote, Sanções e Desinvestimento), até que termine a ocupação da Palestina.