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CONFECOM SP: QUEM MANDA NA COMISSÃO ORGANIZADORA ??

terça-feira 6 de outubro de 2009, por Terezinha Vicente ,

Quem chegasse no Auditório Teotônio Vilela, na tarde de segunda-feira, veria uma cena quase hilária, quase kafkiana - ou Saramagueana. Uma mesa de reunião com toda pompa e circunstância, aquela tradicional distância com a plenária que assiste, entre outras coisas, um desfile de legalismos e ordens do presidente da Casa. A mesa começou fazendo a chamada: poder público (quase ninguém), empresários (os nove, sendo que os nossos quatro com os suplentes), sociedade civil (faltaram algumas pessoas, mas foram vários suplentes, éramos maioria, e barulhenta). Estava constituída formalmente a Comissão Organizadora Estadual (COE).

E o deputado na mesa - presidente da Comissão de Transportes e Comunicações (CTC), encarregada de organizar a conferência estadual juntamente com a Comissão Paulista Pró Confecom (maioria da “platéia”) - Edmir Chedid (DEM), junto com seus assessores Lincoln Xavier e Anselmo B.Oliveira, todos fazendo parte da mesa dirigente dos trabalhos, mais a Dra. Carmem Valio, da Secretaria Geral Parlamentar, todos nos olhavam, como se fôssemos nós os estranhos a querer uma liturgia organizadora do debate, a começar por definirmos uma pauta.

A plenária ávida por debater e definir diversos pontos, com a pauta na ponta da língua, consciente do pouco tempo para se organizar uma grande conferência de comunicação digna de São Paulo. E o deputado tentava dirigir, e comunicava: - as reuniões serão às terças (mas no primeiro contato era quinta-feira), porque vocês sabem na quinta os deputados já começam a ir embora, vão trabalhar nas suas bases... Bem, colocamos dois da “platéia” na mesa: a Lurdinha, pela Comissão e o Hamilton pelos empresários (Caros Amigos).

Continua Chedid: foi de comum acordo, entre o Executivo e o Legislativo, pelo seu presidente, Barros Munhoz (PSDB), conta o presidente da CTC, a escolha da Assembléia Legislativa para a Conferência de Comunicação. Consideram o Fórum mais apropriado por ser uma casa de debates. Mas será que cabe a conferencia estadual na Assembléia? Edmir Chedid dramatiza: - como o presidente abre a sua casa (eu pensava que era nossa, dos cidadãos...), só temos os espaços desta casa a oferecer, e vocês rejeitam? O presidente da Alesp aceitou convocar a conferencia, segundo Chedid, só se acontecer aqui no Palácio 9 de julho!

O presidente da COE diz que a Assembléia não tem orçamento, nem instrumento para pedir verba suplementar, e que não sabe se o presidente da Casa vai aceitar ajuda do Executivo. A defesa de nos organizarmos em subcomissões de trabalho torna-se providencial. Uma pausa para cada segmento escolher seus representantes nos três grupos de trabalho: Infraestrutura e logística, Metodologia e sistematização, Divulgação. Mas o deputado só aceitou dois nomes por segmento em cada comissão, e um é suplente.

Regimento? Empresários querem receber a proposta que não tem, CTC ficou de mandar. Número de participantes da Conferência? Para Chedid, se o número de delegados que vamos tirar é 180... já está dado o número de participantes. Carmem vem em socorro, lendo os itens do regimento que dizem da necessidade de cada segmento participar com o dobro do número de delegados a eleger, para justificar um possível número. A plenária protesta. O tempo todo, várias pessoas da plenária protestam, sociedade civil empresarial e não empresarial... é mesmo idiota isto. As e o representantes dos Executivos Estadual e Municipal assistem a tudo...

Nós, aqui do lado de baixo da mesa, queremos uma conferência de, no mínimo, 1200 participantes. O deputado diz então que a Alesp tem 1.240 lugares para nos oferecer, mas isso é juntando audiovisualmente os auditórios. Uma batalha verbal, as pessoas já estão cansadas, algumas já se retiram pelo adiantado da hora, os empresários acham que não preencherão seus 40%... Nós queremos que a divisão das delegações seja por região administrativa, proporcionalmente à população. Nós queremos que o Governo do Estado banque o local, a hospedagem e a alimentação dessa conferência, pois não é mais que obrigação com a população de São Paulo. No final, decidimos sobre o número da conferência: no máximo 1.240 delegados!