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FMML

Construir uma rede de rádios comunitárias no mundo árabe

lundi 25 mars 2013, par Soraya Misleh

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A inspiração vem de meios independentes que tiveram papel decisivo nas revoluções em curso na região, contou ativista durante o Fórum Mundial de Mídia Livre, na Tunísia.

Fotos : Nathalie Samuel/Ritimo e Bia Barbosa/Intervozes

Esse é o projeto apresentado por Steve Buckley, da Comunity Media Solutions. Presente ao FMML (Fórum Mundial de Mídia Livre), que teve início em 24 de março e segue até dia 30, em Tunis, capital da Tunísia, ele tem articulado a construção de uma rede regional por mídia comunitária, particularmente rádios, em todo o mundo árabe.

A inspiração, segundo afirmou à abertura da iniciativa, vem de meios independentes que tiveram papel decisivo nas revoluções em curso na região. Entre eles, citou a Rádio 6 FM, da Tunísia, outra comunitária em Benghazi, na Líbia e muitos projetos que têm sido iniciados próximos à Síria. Nesse último país, em que há dois anos a população luta pela queda de regime do ditador Bashar El Assad, Buckley afirmou haver uma “situação muito dinâmica pelo direito à comunicação”.

O plano que o ativista de comunicação inglês tem levado a cabo tem dado frutos. “Começamos em 2011 com rádios pilotos em sete países e hoje já há mais três projetos.” Na Síria, em áreas libertadas pelos revolucionários, encontram-se quatro deles. “As rádios comunitárias ali são muito importantes, a comunicação por internet está difícil.” Hoje, somando-se com tais meios de comunicação na Líbia, garante Buckley, existem mais de cem outras, “que começaram após o início das revoluções.” No país em que a massa derrubou o ditador Muamar Khadafi, uma delas, na região oeste, é do povo que fala o dialeto berbere Amasic – língua proibida de ser falada durante os 42 anos em que o tirano esteve no poder. Além de espaço para expressar a cultura da etnia, a rádio trata de questões de cunho social e político, contou seu representante, presente ao FMML. A apresentação foi feita no segundo dia do fórum, seguida de aplausos em solidariedade à iniciativa, ao lado de outros testemunhos de ativistas da região.
Também integram a rede Tunísia, Jordânia, Egito, Iêmen, Marrocos, Argélia, Bahrein e Palestina ocupada.

Nessa última, conforme seu relato, somam-se quatro projetos, inclusive um em aldeia próxima a Al Khalil (Hebron). Nessa cidade, situada na Cisjordânia, em área sob controle militar israelense há assentamentos sionistas construídos sobre as casas e comércio dos palestinos. Os colonos que vivem ilegalmente ali atiram lixo na cabeça dos árabes, que contam apenas com uma tela suspensa colocada por ONGs para protegê-los.

Nos diversos países da região, há desafios a serem enfrentados na luta pelo direito à informação e à liberdade de expressão. Buckley informa por exemplo que na Tunísia – depois da queda de Ben Ali há mais de dois anos – ainda persiste um bloqueio político. “Após as eleições em 2011 (que levaram ao poder o partido islâmico Enahda), foram apresentadas três leis importantes : pelo direito ao acesso à informação, por liberdade de imprensa e por um sistema de regulação independente de radiodifusão. Só a primeira começou a ser posta em prática.” No Egito, embora tenham sido abertas oito novas emissoras de TV após a derrubada do ditador Hosni Mubarak em fevereiro de 2011, a sociedade civil ainda não tem seu espaço nesses meios, “ocupados pelas grandes corporações”. Ele é categórico : “É preciso continuar o processo de mobilização.”

Outra mídia

Afirmação corroborada pelo blogueiro tunisiano Bessem Krifa. Preso e torturado durante a ditadura de Ben Ali por buscar enviar ao mundo o clamor por “liberdade política”, ele revela a intenção de formar uma associação de blogueiros, “principalmente jovens”, para fortalecer a luta por liberdade de expressão. Uma das denúncias que o ativista faz é de que “nas eleições de 2011, na boca da urna, era dado dinheiro ao povo para que votasse (no Enahda). Filmamos isso”. Aproveitando-se da pobreza e desigualdade que grassam na Tunísia, foi feita essa manipulação pela chegada ao poder, assevera ele, que conclui : “O capitalismo é o grande problema. Quem sabe quando o vencermos e chegarmos ao socialismo, teremos liberdades democráticas plenas.”

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