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Em tempos de golpe

Democratização da mídia e mídia livre em debate na Universidade de Brasília

Integrante da Ciranda participou do debate em Brasília

segunda-feira 25 de abril de 2016, por Vinicius Borba,

O Coletivo Quilombo realizou bate-papo com o tema "Em tempos de golpe: DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA E MÍDIA LIVRE", na Universidade de Brasília, no dia 20 de abril. O diálogo teve participação de Vinicius Borba, da Rede Ciranda e coletivo radicais Livres S/A (DF), Luciano Luz, da Mídia Ninja de Foz do Iguaçu e Paulinha Moraes que produz pela Mídia Ninja DF. O diálogo teve como tema a importância de se compreender o monopólio midiático no Brasil e resistir por informações livres de qualidade.


O Coletivo Quilombo realizou bate-papo com o tema "Em tempos de golpe: DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA E MÍDIA LIVRE", na Universidade de Brasília, no dia 20 de abril. O diálogo teve participação de Vinicius Borba, da Rede Ciranda e coletivo radicais Livres S/A (DF), Luciano Luz, da Mídia Ninja de Foz do Iguaçu e Paulinha Moraes que produz pela Mídia Ninja DF. O diálogo teve como tema a importância de se compreender o monopólio midiático no Brasil e resistir por informações livres de qualidade.

Participaram estudantes de Ciências Políticas, Coletivo Quilombo, UNE, Radicais Livres S/A, Rede Ciranda.net, Coletivo Mídia Livre e Mídia NINJA.

Para o fotógrafo e militante mídia-livrista Luciano Luz, o momento é bastante complicado por todo aparato de repressão que está sendo aplicado contra comunicadores/as alternativas/os nas coberturas dos atos políticos em curso. Ele participou da cobertura dos últimos acontecimentos na Comissão de Impeachment na Câmara dos Deputados e denunciou a repressão e omissão da Casa com relação a veículos não comerciais ou tradicionais de mídia. Na ocasião Luciano apresentou o mini-doc produzido por ele com participação de Oliver Kornblitth, também Ninja que acompanhou a votação diretamente do plenário da Casa no dia da votação.

Vinicius Borba, integrante da Rede Ciranda.net e militante da comunicação no Distrito Federal participou trocando experiências sobre a comunicação compartilhada aplicada pela Ciranda, falou sobre a importância de incentivarmos mais canais alternativos e de qualidade para ampliar audiência e força das redes, alcançando efetivamente a população das periferias e áreas rurais. "Se a gente não pilhar, se a gente não firmar mais canais com qualidade e fazer a formação de nossos movimentos isso não se amplia. Contar com a mídia tradicional pra lutar contra o monopólio dela mesma é ignorar todo nosso potencial de fazer por nós mesmos a liberdade e a luta por direitos em que acreditamos", ressaltou. Para Vinicius, a luta por direitos humanos está diretamente ligada ao direito humano à comunicação, e a internet pode ser o canal prioritário pra furar esse bloqueio. Apesar disso refletiu também sobre a força dos canais de TV aberta nessa disputa. "Sabemos que a disputa é desleal pois são os canais abertos que ainda ganham as eleições. Mas quebrar esses monopólios e começar a assumir esse espaço exige de nós mais esperteza em mesclar conteúdos interessantes, em formatos arrojados com a questão da escala, da quantidade", afirmou. Borba também ressaltou a importância do engajamento paralelo da arte e cultura como meios de integrar essa produção da comunicação libertária.

Para Paula Moraes, midia-livrista e Ninja, hoje radicada na Casa das Redes de Brasília, é crucial a paixão na produção dessa comunicação trazendo pelo esforço para alcançar, pela produção colaborativa, coletiva mesmo, a qualidade e as técnicas para alcançar mais gente e "encantar" pela qualidade das fotos e vídeos produzidos, fomentando e politizando. Ela falou de sua experiência pessoal enquanto jovem que encontrou, por meio da mídia livre, o canal para disputar corações e mentes pelas causas de luta com mais arte.

Coletivo Quilombo
O Coletivo Quilombo debate a universidade a partir do conceito de universidade popular, inclusdente, reunindo convergências de luta entre quilombolas, negritude, povos indígenas, LGBT, mulheres e coletivos resistentes em todo o Brasil.
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