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Falar de Conferência do Clima pode ser mais fácil do que parece

quinta-feira 29 de novembro de 2012, por Evelyn Araripe, Evelyn Araripe

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Quando se fala em Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas a primeiro pergunta que pode vir a sua mente é: “o que é isso?”. E quando se fala em Conferência das Partes? Mas, pode ficar tranquilo ou tranquila. Falar das Conferências do Clima, as COPs, ou da própria Mudança Climática pode ser mais simples – e menos técnico – do que parece.

Quando se fala em Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas a primeiro pergunta que pode vir a sua mente é: “o que é isso?”. E quando se falar em Conferência das Partes? Certamente você pensa “hein”? Aquecimento Global então… você deve associar ao calor que está fazendo nessa época do ano, mas realmente esses assuntos costumam vir carregados de uma carga técnica da qual você já gastou toda a sua cota nas aulas de física, química e matemática.

Mas, pode ficar tranquilo ou tranquila. Falar das Conferências do Clima, as COPs, ou da própria Mudança Climática pode ser mais simples – e menos técnico – do que parece. Quem provou isso foram as jovens Sophia McNab e Cressida Mawdesley-Thomas, da Coalizão da Juventude pelo Clima do Reino Unido – UKYCC. Elas ministraram na manhã desse sábado, 24 de novembro, durante a Conferência da Juventude – COY8 (encontro da juventude para integração antes da COP), o “Curso preparatório para a COP para iniciantes”.

Com uma linguagem bem simples, Sophia e Cressida contaram que a Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas – COP, também conhecida como Conferência do Clima, teve a sua primeira edição em 1991, quando os governos em todo o planeta reconheceram que era necessário se criar uma agenda unica para evitar os desastres ambientais que uma radical mudança do clima poderia causar. A conferência também surgiu para ser um momento de troca de conhecimentos e tecnologias entre os países.

Em 1997 a COP foi palco da criação do documento mais importante já criado na história das Conferências do Clima: o Protocolo de Quioto. Nesse Protocolo os países mais industrializados (e logo, os mais poluidores) assumiam metas para reduzir a emissão de gases causadores do aquecimento do planeta, principalmente CO2 e metano. Ao longo dos anos, as metas assumidas no Protocolo não foram alcançadas e os países em desenvolvimento, como Brasil e China, que não tinham metas a serem assumidas, começaram a contribuir efetivamente com as emissões.

E é por isso que nessa COP18, aqui no Qatar, os países vão debater o término do Protocolo de Quioto e o início de uma segunda fase desse documento com varias mudanças. Um dos assuntos que estarão em jogo será a definição de um Fundo Climático que possa auxiliar os países na transição para um modelo de desenvolvimento que não coloque em risco o planeta e consequentemente as futuras gerações.

Viu só? Não é tão complicado assim!

Mas se você ainda está achando complicado, assista e curta esse vídeo (animação em inglês), que em 83 segundos ilustra perfeitamente a histórias das Conferências do Clima.