Página inicial > FSM > FSM 2012/2013 > Hortas urbanas: um exercício de desprendimento

Hortas urbanas: um exercício de desprendimento

domingo 16 de junho de 2013, por Sucena Shkrada Resk,

O cenário urbano de São Paulo nos reserva algumas surpresas em meio ao caos composto por espigões, veículos e todo o tipo de poluição, da atmosférica à visual. De forma gradativa, um contingente de voluntários tem tornado a paisagem mais harmoniosa com os princípios da agroecologia por meio de “hortas comunitárias urbanas” espalhadas em locais movimentados, como a Vila Madalena (Horta das Corujas), em um canteiro central na avenida Paulista com a avenida da Consolação e mais recentemente na área externa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Exemplos se reproduzem em outros bairros e municípios.

Munidos com sementes, mudas, enxadas, além da boa vontade, esses hortelões cultivam legumes e hortaliças e exercitam o desprendimento. Ao mesmo tempo compartilham a produção com o público que circula nas imediações. Um pouco de suor e terra nas unhas é a combinação perfeita para que façam uma terapia mental e colaborativa. Afinal, a produção não está lá só para ser fotografada.

Nem as partículas finas suspensas da poluição (agressivas aos nossos pulmões) tornam essas ações menos positivas, na avaliação dos participantes. O que é consenso entre esse grupo é que essa circunstância “adversa” de plantio exposto à emissão de gases poluentes dos veículos ainda é bem melhor do que o contexto da aplicação de agrotóxicos. Aí é só escolher e fazer uma salada ou quem sabe, um cozido com alface, beterraba, couve, milho, salsinha, tomilho...Ou fazer um chá de boldo, quem sabe.

A jornalista Claudia Visoni, uma das articuladoras da “Horta do Ciclista”, na avenida Paulista, conta que a iniciativa que começou em outubro passado conta hoje com um grupo fixo de 10 pessoas, que colocam a mão na massa nos primeiros domingos de cada mês. “Já passaram por aqui cerca de 100 colaboradores até agora”. Há cinco anos ela começou a plantar e garante que “tomou gosto” pela prática. “Comecei a estudar a respeito e me envolvi com o movimento orgânico”, diz.

Ariel Kogan, mobilizador da Rede Nossa São Paulo, é mais um voluntário na equipe. Tirar as ervas daninhas e preparar a terra para novos plantios, segundo ele, é um exercício que já faz parte de sua agenda.

Onde existe uma horta, também não é difícil encontrar o jornalista Paulo Sérgio Zembruski, que pratica os conhecimentos do tempo em que participou do curso técnico em Agronomia. “Participo de uma atividade na zona Leste (além da avenida Paulista) e recentemente estive no grupo que criou a horta da FMUSP. “Lá colocamos inicialmente 10 bombonas azuis onde fizemos o cultivo. A iniciativa tem a participação de alunos, de funcionários e da comunidade, além dos professores Paulo Saldiva e Thaís Mauad”.

Eu tive a oportunidade de ver esses hortelões em ação, neste mês, na avenida Paulista, o que gerou mais um pouco de conhecimento sobre essas práticas que mudam a “cara” e comportamento na capital paulista.

Saiba mais:

Horta das Corujas: http://hortadascorujas.wordpress.com/hortas-urbanas/

ou https://www.facebook.com/HortaDaFmusp?ref=stream#!/groups/263138953790722/

Horta do Ciclista: http://pt.wikiversity.org/wiki/Horta_do_Ciclista

Horta da FMUSP: (https://www.facebook.com/HortaDaFmusp?ref=stream).

*Blog Cidadãos do Mundo - jornalista Sucena Shkrada Resk


Ver online : Blog Cidadãos do Mundo - jornalista Sucena Shkrada Resk