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Índio do Equador apresenta manifesto

terça-feira 2 de fevereiro de 2010, por Sucena Shkrada Resk,

Índio do Equador apresenta manifesto

31/01/2010 15:00

Por Sucena Shkrada Resk

O encerramento, nesta sexta-feira, do Seminário Dez Anos Depois: Desafios e Propostas para Um Mundo Possível, em Porto Alegre, que integra o Fórum Social Mundial 2010, contou com a intervenção do índio equatoriano Virgilio Churuchumbi, da organização Ecuarunari (www.ecuarunari.org), filiada à Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie). A sua participação teve como objetivo apresentar um manifesto contra o desrespeito aos direitos desses povos, que acontece atualmente, no país sul-americano, segundo ele. As tensões vêm se agravando nos últimos anos, e chegam às ruas. Em outubro do ano passado, um confronto resultou na morte de um professor da etnia Shuar.

Em entrevista ao Blog Cidadãos do Mundo, Churuchumbi afirmou que tudo o que está sendo pedido não é algo ’novo’. "Os povos indígenas querem o de sempre, se libertar da colonização espanhola, com a recuperação de territórios, exigindo direitos de educação, saúde e meios de produção. Queremos debater as leis privatizadoras e de educação bilíngue", diz.

O indígena afirma que os direitos coletivos das comunidades, que constam na Constituição de seu país, estão sendo desrespeitados. "Temos nossos governos comunitários, formados pelas próprias organizações, que não são ouvidos".

De acordo com o representante da Conaie, existe atualmente um problema de relacionamento com o governo equatoriano. "Há exploração de petróleo e minério em territórios indígenas, e não existe a compreensão governamental, de que ocorre uma violação dos direitos da Constituição e da natureza, quando os povos indigenas não são consultados. O FSM deve ser espaço de denúncia, por isso, trouxe o documento para buscar apoio dos movimentos", afirma.

O discurso do índio Churuchumbi só reforça as reivindicações de centenas de povos na América Latina, e que ganha força no Brasil, principalmente na região Norte, devido aos projetos de construções de hidrelétricas e de rodovias, que ocupam as manchetes dos jornais, principalmente, desde o ano passado. Na edição do FSM, em Belém, essa tônica já era acentuada, e de lá para cá, é notório que pouca coisa avançou no sentido do diálogo.

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Fonte: Blog Cidadãos do Mundo - jornalista Sucena Shkrada Resk www.twitter.com/SucenaSResk


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