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Mais uma vítima da intolerância religiosa

terça-feira 29 de setembro de 2015, por ,

Desta vez, uma garotinha chamada Agnes (de Iyewa), ao ter fotos ao lado da mãe e uma Iyalorixá publicadas no Facebook, foi agredida verbalmente e fisicamente por colegas de escola. Leia Nota de repúdio da Casa Oxumaré

Nota de Repúdio

A Casa de Oxumarê repudia com veemência os ataques lançados contra todos aqueles que professam sua fé através das religiões tradicionais de matrizes africanas.

Não bastasse todos os recentes casos de ataques às comunidades de terreiros e, também, aos filhos-de-santo, a intolerância religiosa fez mais uma vítima.

Desta vez, uma garotinha chamada Agnes (de Iyewa), ao ter fotos em que aparece ao lado de sua mãe e uma Iyalorixá publicadas em seu perfil no Facebook, foi agredida verbalmente e fisicamente por colegas de escola.

Imediatamente ao dia seguinte da publicação das fotos seus colegas de sala passaram a ofendê-la dizendo que ela era “macumbeira” e que servia ao “diabo” e que gente assim “não presta”. Ao fim da aula uma aluna disse à algumas colegas que chutaria a Agnes fazendo jus à expressão “chuta que é macumba”.

E foi o que ocorreu. A menina teve de ser conduzida ao hospital em razão das escoriações provocadas pelos pontapés que lhe foram desferidos. O que culminou, ainda, em registro de Boletim de Ocorrência lavrado na Delegacia de Polícia.

Um absurdo!!

Casos como esse devem ser rechaçados com o máximo vigor!

Assim, a Casa de Oxumarê, na sua histórica e incansável luta contra a intolerância religiosa se solidariza com o sofrimento experimentado pela menina Agnes e, sobretudo, REPUDIA veementemente tais atos de intolerância religiosa.

Da mesma maneira, se coloca à disposição da garota Agnes e de toda sua família, no sentido de orientação, para que se tenha uma apuração séria e comprometida das autoridades competentes, de modo que essa e outras agressões sofridas pelos povos de comunidades de terreiro sejam investigadas, processadas e julgadas à luz da Lei, como forma de coibir novos ataques.