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Basta Le Film - بــاصطا الفيلم

Au Maroc, un pays où la censure et la propagande encercle l’expression. Des jeunes réalisateurs et techniciens de cinéma se sont réunies, et ont décidé de partir en tournage sans autorisation, en prenant leurs caméras comme armes. Une expérience cinématographique résistante pour un art libre

Hommage aux activistes des médias libres qui nous ont quitté

Le 3ème Forum mondial des médias libres (FMML) rend hommage à onze jeunes activistes tués récemment. Ce Forum qui se déroule dans le campus de la Faculté des Sciences de l’Université El Manar à Tunis, en Tunisie, abritera aussi, à partir de ce mardi 26, le Forum Social Mondial. Pour les créateurs de l’hommage c’est l’occasion de réaffirmer la lutte pour la démocratisation de la communication, raison pour laquelle beaucoup d’entre eux sont morts

Appel à participation : 3ème Forum mondial des médias libres (FMML)

Le 3ème Forum Mondial des Medias Libres aura lieu à Tunis (Campus Al Manar) du 24 au 30 mars 2013, dans le cadre du Forum Social Mondial (du 26 au 30 mars). A cet effet, les organisateurs lancent un appel à participation à tous les militant(e)s, activistes civils de l’espace des médias communautaires et associatifs, journalistes citoyen(ne)s, etc.

Appel a couverture mediatique du FSM 2013

Le 3ème FMML lance un appel à tous les militant(e)s, activistes civils de l’espace des médias communautaires et associatifs, journalistes citoyen(ne)s, etc. afin qu’ils se mobilisent pour la réussite de la couverture

Paris, manifestation anti-ACTA du 11 février

Ce petit clip monté par mes soins est, à la fois, une rétrospective de la manifestation du 11 février et une annonce pour celle du 25 février.

La lettre des Médias Libres 2012

Document final du Forum des Médias Libres réalisé dans le cadre du Forum Social Thématique, à Porto Alegre, les 27 et 28 janvier 2012. Traduit par Francisca Maria Cabrera.

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Mídias Lívres : Declaração de Tunes

mercredi 24 avril 2013

Documento do III Fórum Mundial de Mídia Livre aprovado na Assembleia de Convergência pelo Direito à Comunicação quer engajamento do movimento social e das organizações que preparam os eventos FSM nas lutas pelo direito à comunicação. Confira a Declaração de Tunes

Declaração de Tunes

III Fórum Mundial de Mídia Livre
Documento aprovado na Assembleia de Convergência pelo Direito à Comunicação

Fórum Social Mundial, Tunes, 29 de março de 2013

Nós, participantes, protagonistas e ativistas (s) da informação alternativa, que utilizamos a comunicação como ferramenta para a mudança social e defendemos o direito à comunicação e a liberdade de expressão, reunidos(as) em Tunes, de 24 a 29 março de 2013, no III Fórum Mundial de Mídia Livre (III FMML) consideramos essa reunião altamente simbólica, pois foi realizada no país onde as mídias livres têm desempenhado um papel importante na mudança social.

Durante esse Fórum, que deu atenção especial às rádios comunitárias e associativas, que são ferramentas indiscutíveis para a democratização, mas não são reconhecidas legalmente em países da região, diferentes temas foram discutidos : o processo do FMML, o direito à comunicação e informação como bens comuns, a apropriação tecnológica, as condições para uma internet livre, a regulação e principalmente as condições para promoção deste o setor de interesse público como elemento essencial do desenvolvimento e da democracia.

Considerando :


Que a informação e o conhecimento são bens comuns o direito à comunicação é um direito fundamental e inalienável ;
Que todo campo midiático, que é parte estruturante da democratização do Estado e da sociedade, deve ser regido em observância ao Artigo 19 da Declaração dos Direitos Humanos, assim como referenciado na ética e na deontologia da comunicação, tal como consignado pelas cartas adotadas mundialmente e promovidas regional e internacionalmente pelos profissionais da área.

Constatando :

O estrangulamento da comunicação pelos poderes político, econômico e industrial
A instrumentalização e a mercantilização da informação pelos Estados e os grandes grupos de mídia ;
O aumento da concentração de poder e dos grupos de mídia ;
A incompatibilidade entre os velhos marcos legais e os sistemas de mídia que evoluem junto com os avanços tecnológicos ;
Uma ausência quase total de leis em favor do acesso da cidadania à informação pública ;

A falta de apoio à cidadania para a produção e disseminação de informação plural, diversificada e crítica ;
Liberdades de expressão e de imprensa minadas por leis repressivas ;
Repressão violenta contra a cidadania interessada na informação ;

A importância da inclusão digital para destravar o exercício do direito à comunicação ;

As ameaças à proteção de dados pessoais na internet

A falta de acesso aos meios de comunicação pela maioria das populações economicamente desfavorecidas.

A criminalização, pela grande imprensa, da maioria das vozes sociais que desafiam a concentração de poder político, militar ou econômico

A invisibilização, pela grande imprensa, das ideias e os debates voltados à transformação da sociedade, em particular os que ocorrem no processo do Fórum Social Mundial.
A emergência de mídias livres e cidadãs que contribuem às mudanças sociais e políticas, como demonstrado pela Primavera árabe

Observando mais particularmente no Magreb-Machereq e na África :

A necessidade de um campo midiático diversificado e democrático, alimentado por uma participação efetiva e pelo exercício legítimo e protegido da liberdade de expressão pela cidadania.

A luta pelo reconhecimento legal das rádios comunitárias e associativas , como uma alavanca decisiva para o futuro das sociedades e seus modos de governança em a todos os níveis e em todas as áreas da vida comunitária.

Apelamos por :

Acesso livre e democrático à informação, de acordo com os princípios universais dos direitos humanos ;
Implementação do direito à comunicação de acordo com as normas e convenções internacionais ;
A defesa de marcos regulatórios que garantam o acesso à informação e liberdade de expressão para todos ;
A criação de autoridades reguladoras para a radiodifusão, que sejam verdadeiramente independentes de autoridades políticas e poder financeiro ;

O acesso ao espectro de rádio pelas mídias associativas e comunitárias, especialmente na região do Magreb-Machrek, com o reconhecimento legal das rádios comunitárias que formam o terceiro setor de radiodifusão, ao lado dos setores público e privado, e a atribuição de frequências estas rádios, de forma justa ;
Implementação de políticas públicas de apoio à diversidade e pluralidade dos meios de comunicação ;
Acesso gratuito e universal à conectividade com a Internet ;
Defesa de uma Internet livre e governada democraticamente ;
Descentralização e apropriação de infraestrutura e software livre (Mesh P2P) ;
Promoção de criptografia para proteger o anonimato nas comunicações ;
Promover a cultura livre, a banda livre, o acesso gratuito à Internet, o conceito de bens comuns e defender a filosofia do software livre, para garantir a soberania tecnológica.

Nos comprometemos a :

Aprofundar o diálogo entre a mídia livre e movimentos sociais em torno dos direitos à comunicação e ao conhecimento e da violação desses direitos ;
Apoiar iniciativas ativistas voltadas à efetivação do direito à comunicação ;
Estabelecer uma rede para coordenar campanhas voltadas a proteger e reforçar o direito à comunicação ;
Refletir sobre um modelo que garanta a viabilidade, sustentabilidade e independência dos meios de comunicação livres ;

Criar um grupo de redes de compartilhamento entre países do Norte e do Sul para promover a utilização de hardware e software livres para democratização e difusão massiva dos saberes tecnológicos

Construir e desenvolver alternativas livres para reforçar o universo das redes sociais livres

Refletir sobre o impacto ambiental da utilização de novas tecnologias ;
Defender que os eventos do Fórum Social Mundial sejam precedidos de um diagnóstico dos direitos, liberdades e garantias de comunicação no país sede, e do grau de acesso dos(as) habitantes aos meios de comunicação
Desenvolver a Carta Mundial de Mídia Livre, que elenque valores, princípios e um código de ética comuns aos ativistas das mídias livres ;
Continuar a construção do processo FMML.

Tradução : Rita Freire, Foto : Bia Barbosa

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