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Condamnation du Makhzen et soutien à la lutte du peuple sahraoui

Marocains furieux ont attaqué le modérateur de l’assemblée des mouvements sociaux du FSM qui lisait le texte, M. Moumni Rahmani, un Marocain lui-même, le menaçant et le maltraitant en public et le qualifiant de traître.

Communiqué Sortir du Colonialisme

" Alors que la France a entrepris une guerre au Mali au nom de la lutte contre l’occupation d’une partie de ce territoire par les forces djihadistes, elle ne dit et ne fait rien face au Maroc qui occupe illégalement le territoire d’un autre peuple."

Réfugiés subsahariens du camp de Choucha dans une grève de la faim

Quarante-et-un réfugiés subsahariens du camp de Choucha frappent aux portes du très influent Forum Social Mondial pour réclamer la dignité humaine. L’absence de reconnaissance et de solutions concrètes à Tunis les incite à entamer collectivement une grève de la faim le 29 mars 2013 devant le Haut commissariat aux réfugiés (HCR) de Tunis, mettant leur santé - déjà précaire - en danger.

Le "printemps arabe" invite le mouvement altermondialiste

Las mujeres darán el puntapié “oficial” anticipando con su asamblea mundial la apertura de la 12da edición del Foro Social Mundial (FSM) este 26 de marzo

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Mídias livres para um mundo livre

samedi 23 mars 2013, par Terezinha Vicente

Enquanto organizamos o espaço para o 3º Fórum Mundial de Midias Livres, que começa amanhã, vamos conhecendo esta cultura tão diferente da nossa.

Descobrir um país... Estranho país onde os homens estão por todo lado, tanto ao redor das mesquitas quanto nos bares. Ontem pela manhã, a mesquita que fica perto do hotel juntou tantos homens, mas tantos homens, que lotaram a igreja e todas as calçadas em seu entorno, cada um com seu tapete e uma voz para cantar. Hoje estivemos num restaurante/bar, grande, com várias salas ; em algumas apenas homens... E os quadros nas paredes ?? Mulheres semidesnudas, masturbando-se, tocando-se... em todas as paredes. Apenas em alguns dos quadros as mulheres estavam menos expostas...

Sociedade estranha esta. Divulgou-se no Brasil e em outros países, que a jovem Amina está condenada a tantas chibatadas, que a levem até à morte, por ter postado na internet uma foto sua, com os seios de fora, à moda de movimentos feministas que ela vê no mundo pela web. Enquanto isso, a imagem da mulher que se vê na televisão e publicidade daqui é ocidental e glamourosa, como estamos acostumadas, ainda que com mais roupa. Na rua, não se consegue falar sobre Amina e sobre sua condenação, apoiada até pela própria família. E não é o nosso parco francês a causa disso, pois conseguimos falar de outras coisas, ainda que com dificuldade. Feministas de todo o mundo protestam por esta condenação, enquanto a Rede de Mulheres Muçulmanas explica que os protestos e as notícias que se espalham pela mídia ocidental não refletem a verdade e acabam contribuindo com a postura anti-islâmica difundida no mundo. Ao mesmo tempo na Universidade há um movimento de mulheres que querem continuar usando o véu que está proibido no campus.

Sim, nunca houve tanta possibilidade de acesso e democratização da informação, do conhecimento, da arte e das culturas. Nunca houve tanta condição para o fim das fronteiras e dos nacionalismos toscos, tanta condição de troca de saberes, sabores, valores. Nunca houve tanta possibilidade de coexistência de várias tribos. Mas sabemos que a globalização não tem servido a esse outro mundo possível. As corporações capitalistas continuam a utilizar os oligopólios de meios de comunicação para a sua propaganda, seja no mundo ocidental ou oriental.


Mídias livres pelo direito à comunicação

Um outro mundo possível só existirá com mídias livres, pessoas livres, mundo livre. Sabemos que com direito à comunicação e à liberdade de expressão para todos e todas o mundo poderia ser outro. Por isso estamos aqui organizando o 3º Fórum Mundial de Mídias Livres, desta vez no norte da África, onde já fizemos uma grande assembléia de comunicadores, no FSM anterior, no Senegal, precedendo o 2º FMML.


Voluntários divulgando FMML

Por aqui neste continente da Primavera Árabe, onde blogs e redes foram fundamentais para a comunicação que engendrou as revoltas populares, as rádios comunitárias são ainda muito importantes. Tanto que haverá dentro do FMML o 1º Fórum Social Mundial de Rádios Livres e Comunitárias. Além de oficinas de rádio, haverá oficinas de software livre, vídeo, etc... Por aqui o debate político é visível nas ruas, onde não raro se vê rodas de homens em acaloradas discussões.


Várias atividades culturais durante o FSM

A plenária final do II Fórum Mundial de Mídia Livre, realizado em junho de 2012 no Rio de Janeiro, como parte das atividades da Cúpula dos Povos da Rio +20, aprovou, como uma de suas resoluções, a criação de um decálogo de referência para a garantia da mídia livre nos diferentes países. A proposta é elaborar uma Carta Mundial que traga, em 10 pontos, os princípios e condições gerais para o exercício e fortalecimento da mídia livre em todo o planeta, e que possa ser utilizada como uma ferramenta de ação dos movimentos sociais. Desafio grande, mas necessário para que possamos transformar o mundo... Não à toa o tema da comunicação estará presente em todo o FSM, que começa na próxima terça-feira. O povo deste lado do mundo, em luta por democracia e liberdade sabe como ninguém a importância da comunicação.

Pra saber mais sobre o III Fórum Mundial da Mídia Livre, que começa domingo : www.fmml.net

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