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Negação de visto: Nota de Repúdio do Fórum Mundial de Mídia Livre

segunda-feira 8 de agosto de 2016, por , Tradución: Norma Fernandez

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Foto: Representante do Indymedia da Ambazônia denunciou a recusa para muitos vistos solicitados por representantes da África

Nota de Repúdio do Fórum Mundial de Mídia Livre
Negação de visto: um entrave à liberdade de expressão

O Fórum Social Mundial começa em Montreal com um problema grave. Um grande número de convidados do Sul não obtiveram seus vistos de entrada ao Canadá. Hoje falamos de mais de 200 vistos negados ou bloqueados para os participantes do FSM como um todo, incluindo dez parceiros do Fórum Mundial de Mídia Livre da América Latina e África. A palavra deles é confiscada neste trabalho para a construção de um outro mundo com uma verdadeira democracia, justiça social, igualdade e pluralismo, e respeito aos direitos humanos.

A liberdade de expressão é inseparável da liberdade de circulação. Sem garantir o direito de participação e de expressão, o Fórum Social Mundial e seus fóruns temáticos - como FMML - não podem ser construídos com a expressão de diferentes perspectivas. Sem a presença de participantes de países em desenvolvimento, a diversidade observada no mundo, alegado tão magnificamente ontem nas ruas de Montreal com o desfile da Fraternidade entre os Povos, não poderá se expressar plenamente nem no Fórum Mundial de Mídia Livre, nem no Fórum Social Mundial. Se restringimos a nossa diversidade, como, então, falar em liberdade de expressão?

Esta recusa de visto revela, na realidade, o atual funcionamento de um mundo que se fecha sobre si mesmo e descarta as diferenças e a expressão da cidadania.

Os povos do Sul já não podem ser aceitos no Forum do North? Será que isto significa que um Fórum do Norte é impossivel?

O FMML afirma que a liberdade de expressão para todos e todas , o direito à informação e à comunicação e o acesso livre ao conhecimento são direitos humanos fundamentais que não podem ser negados nem afectadas pelas políticas que limitam a participação das pessoas.

O direito de comunicar procede primeiro da nossa humanidade e nossa capacidade de fazer comunidade. Mulheres e homens sempre procuraram formas de informar livremente e de forma independente, apesar do predomínio histórico da situação que os grupos dominantes têm tido sobre os meios de comunicação em nossas sociedades.

Portanto, nós apelamos ao direito das pessoas à livre circulação e conclamamos a todos(as) os(as) participantes do Fórum Mundial de Mídia Livre e do Fórum Social Mundial a manifestar nosso rechaço e nosso protesto às autoridades canadenses.


Ver online : FMML