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Organizações israelenses combatem política sionista

sábado 1º de dezembro de 2012, por Marina Mattar,

O Estado de Israel e o movimento sionista utilizam a história do povo judeu de perseguição e genocídio para justificar o massacre e a colonização que realizam há 67 anos contra os palestinos, mas nem todos os judeus concordam com isso. Este é o princípio fundamental da International Jewish Anti-Zionist Network, rede de organizações compostas por membros da comunidade judaica em diversos países do mundo, que está presente no Fórum Social Mundial Palestina Livre em Porto Alegre durante esta semana.

O Opera Mundi conversou com as ativistas Sara Kershnar e Mich Levy, responsáveis pela formação do movimento há cinco anos, sobre os ideais, o funcionamento e o trabalho em rede que realizam.

A organização teve início logo após o período da segunda intifada e, de acordo com Kershnar, seus princípios nasceram do questionamento trazido pelo movimento de libertação palestino da época. “Nós éramos contra os 65 anos de ocupação e os acordos de Oslo, mas tínhamos muita dificuldade de nos organizar e a rede vem dessa necessidade de estarmos unidos para poder fazer algo de fato”, conta Levy que morava em Jerusalém.

Direito de retorno dos refugiados de 1948, justiça, direitos iguais e a criação de um Estado democrático para todos os povos – e não um Estado para o povo judeu - se tornaram os eixos para o estabelecimento da rede. “A libertação da Palestina e a luta contra o sionismo são nossas principais metas, mas nós também apoiamos outras causas anti-discriminatórias”, acrescenta Kershnar.