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Plenária "Palestina Já" reúne centenas no Gasômetro

sábado 1º de dezembro de 2012, por ,

A execução do hino palestino marcou o inicio da plenária Plenária Nacional pelo Estado da Palestina Já, na tarde desta sexta-feira, na Usina do Gasômetro. A atividade ocorre num momento simbólico: na véspera a Autoridade Palestina foi reconhecida como estado não-membro pelas Nações Unidas (ONU).

O embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Al Zeben saudou os cerca de 500 participantes da plenária e agradeceu pela solidariedade dos ativistas a causa. “A Palestina deu ontem seu primeiro passo para ser livre. Seguiremos a luta e não descansaremos até sermos um estado livre e soberano”, disse o embaixador. Ele também agradeceu o apoio dado pelo Comitê pelo Estado da Palestina Já, criado em 2011 na sede do PCdoB e integrado por 30 entidades nacionais e 33 locais.

Houve consenso entre os participantes da mesa que foi apenas um passo e que mais batalhas se avizinham. E, nesse cenário, a unidade e o apoio aos Palestinos serão essenciais. A presidenta do Cebrapaz, Socorro Gomes, defendeu a criação de comitês pela Palestina Livre em todos os estados e países.

“Nossa luta não para aqui. Falar da Palestina Livre hoje é uma questão de humanidade, deve ser responsabilidade de todos”, afirmou.

Representando o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, o ministro Nabil Shaat falou em nome da população de Gaza e da Cisjordânia. "Transmito a saudação dos filhos e filhas da Palestina que estão resistindo a obra de opressão com valentia, bravura e coragem contra a ocupação israelense", disse. "(A vocês) O sentimento dos filhos palestinos das prisões israelenses que agradecem com toda sinceridade o esforço em prol da liberdade da Palestina. Este povo lutou durante um século para viver em sua terra."

Em meio às comemorações, o secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), lembrou aquilo que muitos presentes ao fórum qualificaram de "boicote" contra o evento. João Felício referiu-se "A gente sabe que a pressão que existe tem endereço, que é fazer com que a população brasileira continue desconhecendo o que é a causa palestina e o que é a vida que passa naquela região", disse.

O presidente da Unegro, Edson França ressaltou que a denúncias das ações racistas e terroristas de Israel têm que continuar. “Temos que continuar atentos ao que acontece com os palestinos”, disse.

O Presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, reafirmou o apoio da central sindical ao Comitê: “Uma grande marcha como a ocorrida ontem e que reuniu mais dez mil pessoas mostrou que a causa não é apenas dos palestinos, mas de todos nós”.

Já o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Felício, falou sobre as dificuldades e resistências enfrentadas para a realização do Fórum. “Sofremos a pressão de grupos que não querem que a população saiba o que realmente está acontecendo com os palestinos”. Nesse sentido, disse o sindicalista, a imprensa alternativa, como os jornais sindicais, terão papel fundamental para mostrar o que realmente ocorre naquela região.

O Fórum Social Palestina Livre, iniciado na quarta-feira, será encerrado neste sábado. Além das últimas atividades programadas, as lideranças pretendem assinar um documento que consolide as contribuições feitas em Porto Alegre.

Com Portal Vermelho e Terra

(foto: Terra)