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Povo curdo busca ampliar rede de solidariedade com países latino-americanos

terça-feira 10 de novembro de 2015, por Agência Pulsar,

Na última segunda-feira (9), o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) realizou um encontro com o intuito de dar mais visibilidade à luta do povo curdo. A reunião ocorreu no Rio de Janeiro e contou com a presença de um integrante do Congresso Nacional do Curdistão (Kurdistan National Congress), Yilmaz Orkan.

A realidade do maior grupo étnico sem pátria do mundo, originário do Oriente Médio, ainda é muito desconhecida para os latino-americanos.

O ‘povo sem Estado’ está localizado num território com cerca de 500 mil quilômetros quadrados conhecido como Curdistão, que abrange áreas da Turquia, Síria, Iraque, Irã e a região do Cáucaso, que compreende Armênia e Azerbaidjão.

Segundo estatísticas, os curdos somam mais de 40 milhões de pessoas. O grupo é a maior minoria étnica na Turquia, chegando a compor aproximadamente 20 por cento da população turca.

Mesmo tendo um número expressivo, os curdos encontram muita dificuldade para manter a sua cultura e tradição em países colonialistas, marcados pela guerra e ascensão de grupos extremistas. No final da década de oitenta, a etnia sofreu um duro golpe. Os curdos que habitavam a região do Iraque foram atacados pelo exército de Sadam Hussein com armas químicas. O episódio, que matou 5 mil curdos, ficou conhecido como o massacre de Halabja.

Sobreviver sempre foi o principal desafio deste povo. Em entrevista à Pulsar Brasil, Orkan destacou que a principal batalha da etnia hoje em dia não é pela criação de um Estado-Nação, mas sim pela autonomia democrática. De acordo com o integrante do Congresso Nacional do Curdistão, a luta é pelo direito de exercer a sua identidade cultural dentro destes países sem cerceamento de liberdade e desrespeito.

Orkan acredita que ao estreitar laços com movimentos sociais e a sociedade civil latino-americana, a rede de solidariedade à causa curda se fortalece e ganha mais visibilidade mundial. Segundo ele, a ideia em expandir a rede consiste também em defender a diversidade e a convivência pacífica entre os povos.


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