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Próximo ato pelo fim dos ataques a Gaza em São Paulo: sábado (19)

quinta-feira 17 de julho de 2014, por ,

Concentração será em frente à Rede Globo, próxima à Ponte Estaiada. De lá, manifestantes seguirão ao local do ato, em frente ao Consulado de Israel

Organizações e movimentos unificados em defesa do povo palestino promoverão, no dia 19 de julho, sábado, às 14h, em frente ao consulado do Estado de Israel, um ato de protesto contra o massacre de Gaza e em solidariedade à população que resiste aos bombardeios e ataques crueis das forças de ocupação.

Desde que teve início a nova onda de ataques por Israel a Gaza, em 7 de julho, mais de 200 palestinos foram mortos e cerca de 1.500 ficaram feridos, a maioria mulheres e crianças. É a maior ofensiva de Israel em Gaza desde final de 2008 e início de 2009. Não se trata de um evento isolado, nem de uma guerra. É mais um capítulo da limpeza étnica do povo palestino, iniciada há 66 anos, quando da criação do Estado de Israel em terras palestinas.
A estreita faixa de Gaza é a área mais densamente povoada do mundo. São 1,5 milhão de habitantes em apenas 360km2. Enfrenta um bloqueio assassino por parte de Israel que a torna o maior campo de concentração a céu aberto. Sob o falso pretexto de defesa, Israel promove uma punição coletiva que é um verdadeiro genocídio. Os fatos desmontam esse argumento: trata-se de território palestino, ocupado por Israel em 1967, e o direito de resistência nessas condições é legítimo.

Na Cisjordânia, também ocupada, os palestinos também enfrentam neste momento punição coletiva, sob outra forma: demolição de casas, prisões políticas em massa e perseguição de colonos/soldados extremistas que ali vivem ilegalmente. Caso emblemático é do jovem palestino que foi queimado vivo após tortura. As mortes de três jovens colonos israelenses, usadas como justificativa para mais essa ofensiva, não têm qualquer comprovação de autoria, em circunstâncias ainda não esclarecidas. Esses colonos foram colocados lá por Israel para dar continuidade ao projeto de colonização e apartheid israelenses. A cultura do ódio tem sido usada por Israel, para manter a ocupação. Portanto, o único responsável por sua morte é Israel.
As organizações e movimentos em defesa do povo palestino consideram fundamental incrementar a solidariedade internacional neste momento e mantê-la mesmo após o fim dos bombardeios. No Brasil, a estratégia é intensificar a campanha global de BDS (boicotes, desinvestimento e sanções) a Israel. O País tem ampliado os acordos militares com Israel, tecnologia usada nos verdadeiros laboratórios humanos que se converteram os palestinos em Gaza e adquirida para a repressão sobretudo da população jovem, pobre e negra no Brasil.

Como resposta à ocupação e aos crimes que estão sendo testemunhados mundialmente através das mídias e redes sociais, as organizações e movimentos em defesa do povo palestino em São Paulo alertam que é preciso isolar econômica e politicamente Israel.
Por uma Palestina livre, com retorno dos milhares de refugiados às terras e casas de onde foram expulsos, as organizações e movimentos exigem:
. Fim imediato dos araques a Gaza!
. Derrubada do muro do Apartheid!
. Que o governo brasileiro rompa imediatamente as relações militares, comerciais e diplomáticas com Israel!
. Palestina Livre!!!

ATO UNIFICADO
SÃO PAULO PELA PALESTINA

Neste sábado, 19 de julho
A partr das 13h - Concentração em frente à Globo, na Rua Chucri Zaidan, 46, perto da estação Berrine de trem
14h - Ato em frente ao Consulado de Israel

Contatos: frentepalestina@yahoo.com.br


Obs: A foto é do ato de Belo Horizonte, emmulheres carregaram bonecas tingidas de tinta vermelha representando as centenas de crianças assassinadas nos bombardeios genocidas de Israel em Gaza. Foto Liga Operária.