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República Judiciária Midiática do Brasil

segunda-feira 21 de novembro de 2016, por Altamiro Borges,

Achei estranho que depois da invasão do plenário do Congresso deputados de direita foram falar que o país está precisando de ordem e misturam o que havia ocorrido na Casa com as ocupações de escolas

Não soltei rojões pela prisão do Eduardo Cunha.

Não paguei cerveja para os amigos por saber que o Garotinho vai pra Bangu.

Não vou dar festa com champanhe e direito a usar guardanapo na cabeça porque o Sérgio Cabral vai dormir em Curitiba nesta noite.

Não gostei da agressão ao Caco Barcelos.

Não gosto da Globo.

Achei bizarra a reunião do Dallagnol com o Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e a subserviência do deputado ao procurador.

Achei preocupante a forma como os tais jornalistas se comportaram na entrevista do Roda Viva com o Temer.

Achei esquisita demais a invasão do plenário do Congresso por manifestantes gritando vivas ao Sérgio Moro e pedindo intervenção militar.

Achei revoltante a violência policial contra os manifestantes na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Achei estranho que depois da invasão do plenário do Congresso deputados de direita foram falar que o país está precisando de ordem e misturam o que havia ocorrido na Casa com as ocupações de escolas e a confusão na frente da Assembleia do Rio.

Fiquei abismado com a violência verbal de Gilmar Mendes contra Levandovsky no STF.

E estou mais assustado por isso tudo ter acontecido em menos de 48 horas.

Não dá pra achar que está tudo normal e que as coisas vão se resolver por destino.

Está tudo muito estranho, tudo muito esquisito.

Mas parece haver uma lógica nesta desordem toda.

E o que me parece ser a lógica?

O título.

Sim, não o de algum time de futebol.

Mas o título desta matéria.

Porque quem conhece história sabe que nada acontece por acaso.