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Seis mil marcham por uma Palestina livre

quinta-feira 29 de novembro de 2012, por ,

Enquanto seis mil marcham em Porto Alegre, ONU vota a inclusão da Palestina como estado observador da organização.

Seis mil militantes de diversos países participaram da grande marcha de abertura do Fórum Social Mundial Palestina Livre, no final da tarde desta quinta-feira (29). A concentração foi no Largo Glênio Peres e seu término foi na Usina do Gasômetro, local que concentra grande parte das atividades do encontro que vai até sábado (1º).

Ativistas de 36 países se reúniram para chamar a atenção sobre a causa que mais mobiliza multidões em todo o mundo: a Palestina. Entre gritos de alerta um dos pontos centrais das reivindicações: o reconhecimento do território palestino como país, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quinta.

Na chegada da marcha à Usina do Gasômetro, enquanto lideranças internacionais e nacionais ainda discursavam em solidariedade com o povo palestino, chegou a noticia de que nas Nações Unidas, era alcançado o total de 136 votos para admitir a Palestina como Estado Observador.

A 17ª Marcha dos Sem, organizada pela Coordenação dos Movimentos Sociais do RS, marchou duas horas antes e se juntou a marcha do Fórum. Os participantes da Marcha dos Sem se concentraram na Praça Otávio Rocha, seguiram para o Largo Glênio Peres, passando pelas avenidas Borges de Medeiros e Loureiro da Silva, até chegar à Usina.

O tema da Marcha dos Sem deste ano é a luta pelo fim de todos os muros. A mobilização é organizada desde 1996 e defende sete temas principais: emprego, salário, saúde, educação, reforma agrária, política agrícola e moradia.

Professores, ligados ao Cpers Sindicato, que realizaram no mesmo momento uma assembleia em frente ao Palácio Piratini, também integraram à caminhada.

Nesta sexta-feira (30), estão programadas duas conferências pela manhâ: uma delas sobre a luta internacional contra todos os muros que segregam os povos e os pobres no mundo, na Usina do Gasômetro, e outra sobre a campanha BDS, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O FSMPL é organizado por movimentos sociais, centrais sindicais, representantes da comunidade árabe internacional e por entidades que lutam pela causa Palestina. Ao longo de todo o evento, diversos debates, palestras, oficinas, todas atividades autogestionadas por organizações estarão abordando as diversas estratégias de resistência.

ONU

A resolução foi aprovada com 138 votos dos 193 da Assembleia-Geral. Nove países votaram contra e 41 se abstiveram. O status de Estado observador é semelhante ao do Vaticano e ainda não dá o direito a voto. Mas, já lhe dá o direito de participar de comissões especiais e recorrer ao Tribunal Penal Internacional (TPI), apresentando denúncia contra os abusos do governo israelense. Desde 1974, os palestinos eram representados pela OLP (Organização para Libertação da Palestina), que tinha o status de entidade observadora.

O reconhecimento foi comemorado em todo mundo, principalmente entre os palestinos, na Cijordânia.

Com agências