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Condamnation du Makhzen et soutien à la lutte du peuple sahraoui

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Communiqué Sortir du Colonialisme

" Alors que la France a entrepris une guerre au Mali au nom de la lutte contre l’occupation d’une partie de ce territoire par les forces djihadistes, elle ne dit et ne fait rien face au Maroc qui occupe illégalement le territoire d’un autre peuple."

Réfugiés subsahariens du camp de Choucha dans une grève de la faim

Quarante-et-un réfugiés subsahariens du camp de Choucha frappent aux portes du très influent Forum Social Mondial pour réclamer la dignité humaine. L’absence de reconnaissance et de solutions concrètes à Tunis les incite à entamer collectivement une grève de la faim le 29 mars 2013 devant le Haut commissariat aux réfugiés (HCR) de Tunis, mettant leur santé - déjà précaire - en danger.

Le "printemps arabe" invite le mouvement altermondialiste

Las mujeres darán el puntapié “oficial” anticipando con su asamblea mundial la apertura de la 12da edición del Foro Social Mundial (FSM) este 26 de marzo

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Sr. Pedro, o barqueiro

dimanche 16 juin 2013, par Sucena Shkrada Resk

O seu nome é Pedro Roque do Carmo. Profissão : barqueiro de táxi fluvial. Conheci esse amazonense de 65 anos, em maio, em Manaus, ao fazer um passeio em seu barco na região do encontro dos rios Negro e Solimões, que formam o Amazonas, e de igarapés, acompanhada por mais quatro colegas jornalistas. Essa pequena história poderia ficar só na memória fragmentada das minhas viagens, se não fosse o gesto honesto que esse senhor teve conosco. Ao nos abordar para saber se queríamos fazer o passeio, não quis nos explorar e nos cobrou um valor justo por uma hora e meia praticamente de passeio. E lá fomos nós para nossa aventura com esse profissional anônimo que há 26 anos navega nos rios do Estado.

Apesar de ser a segunda vez que tive a oportunidade de ver esse cenário, a experiência foi agregadora, tendo em vista que “as águas de um rio nunca são as mesmas águas”, como dizia o pensador pré-socrático Heráclito de Éfeso. Ao engatar o proseado com “seu” Pedro descobri que ele já tinha feito viagens com seu barco até o rio Padauari a uma distância de cerca de 200 km de Manaus, que fica no limite entre os municípios de Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos.

Justamente nessa época que estávamos fazendo o passeio, “seu” Pedro também vivenciava a oitava pior cheia no Rio Negro, que havia atingido marca superior a 29 metros, e afetado 14 bairros em Manaus. “Geralmente fica na faixa dos 13 metros”, explicou.

Esse homem, de hábitos simples, também contou que comia peixes praticamente todo dia. Entre os mais comuns, estavam a piranha, o pintado e o tucunaré. Um indicativo peculiar do cardápio local que difere muito dos costumes do Sudeste.

Ao chegarmos ao encontro dos rios, ele parou e fez com que sentíssemos a temperatura diferenciada entre os rios Negro e Solimões (respectivamente mais quente, por causa da menor densidade e acidez, e mais fria), além da característica visível dos diferentes tons da água – preto e barrento. De maneira informal, ele estava nos transmitindo conhecimentos de educação ambiental na prática, o que me deixou a sensação boa de aprendizado.
Quando estávamos chegando à região dos lagos, mais uma parada estratégica. Enormes vitórias-régias estavam ao lado da embarcação. Com um gesto espontâneo, o barqueiro puxou um exemplar e nos mostrou a parte interna e pediu para tocá-la para que conseguíssemos ter noção da diferença de textura, já que é mais grossa, com nervuras, e avistar sua raiz. Nas proximidades, casas flutuantes de madeira revelavam um pouco da vida dos ribeirinhos locais.

Como brinde ao nosso rápido passeio, ele nos levou aos igarapés e a áreas de igapós (vegetação submersa típica da Amazônia) e nos apresentou a árvore parasita (apuí), que poderia ter nos passado despercebida. E quem poderia pensar que em pouco mais de uma hora pudéssemos absorver tantas informações, não é, de forma coloquial ?

Moral da história : são nesses momentos do cotidiano, aparentemente de lazer descomprometido, que podemos desfrutar das melhores conversas, que nos acrescentam...Sendo assim, vai a dica : quem for para Manaus, recomendo contratar “seu” Pedro e depois nos contar a experiência.

*Blog Cidadãos do Mundo - jornalista Sucena Shkrada Resk

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