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Condamnation du Makhzen et soutien à la lutte du peuple sahraoui

Marocains furieux ont attaqué le modérateur de l’assemblée des mouvements sociaux du FSM qui lisait le texte, M. Moumni Rahmani, un Marocain lui-même, le menaçant et le maltraitant en public et le qualifiant de traître.

Communiqué Sortir du Colonialisme

" Alors que la France a entrepris une guerre au Mali au nom de la lutte contre l’occupation d’une partie de ce territoire par les forces djihadistes, elle ne dit et ne fait rien face au Maroc qui occupe illégalement le territoire d’un autre peuple."

Réfugiés subsahariens du camp de Choucha dans une grève de la faim

Quarante-et-un réfugiés subsahariens du camp de Choucha frappent aux portes du très influent Forum Social Mondial pour réclamer la dignité humaine. L’absence de reconnaissance et de solutions concrètes à Tunis les incite à entamer collectivement une grève de la faim le 29 mars 2013 devant le Haut commissariat aux réfugiés (HCR) de Tunis, mettant leur santé - déjà précaire - en danger.

Le "printemps arabe" invite le mouvement altermondialiste

Las mujeres darán el puntapié “oficial” anticipando con su asamblea mundial la apertura de la 12da edición del Foro Social Mundial (FSM) este 26 de marzo

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Valeu, Malunga Thereza !!!

jeudi 20 décembre 2012, par Gal Souza

Foto : Simone Ricco

Nesta madrugada partiu minha amada amiga Thereza Santos. Eu a conheci porque me apaixonei pelo livro África ensinando a gente do pedagogo Paulo Freire. Quis saber mais sobre a história de aprender e ensinar crianças e adolescentes em meio a uma guerra de libertação.

Gevanilda Santos, amiga e companheira de luta me disse que tinha uma pessoa que poderia me ajudar e me deu o telefone da Thereza, feliz da vida liguei e marcamos um encontro no seu apartamento. Foi uma tarde incrível ! Estava diante de mim a materialização do que li. Emocionada pensei : poxa vida... esta mulher é uma das protagonistas da luta pela descolonização do continente africano, da luta contra o racismo e o capitalismo no Brasil.

Hoje a tarde quando cheguei ao Cemitério do Caju aqui no Rio de Janeiro encontrei um grande amigo da Thereza o coreógrafo e pesquisador Ismael Ivo e ficamos horas falando do que ela fez e o que representa para a história recente do Brasil.

Aqui compartilho um texto que escrevi sobre ela.

Thereza Santos é nome artístico de Jaci do Santos nascida em 7 de julho de 1938 no bairro de Santa Teresa na cidade do Rio de Janeiro. Sua história merece ser conhecida e admirada. Retrata a luta feminina negra pela liberdade.

A trajetória de Thereza Santos é marcada pela busca de mudanças nas estruturas das relações étnico raciais e sociais no Brasil, em Guiné-Bissau e Angola. A busca incessante por transformação fez de Thereza Santos uma mulher múltipla. Atuou como atriz, publicitária, teatróloga, educadora, carnavalesca, escritora, filósofa e militante política.

Thereza narra sua vida como se estivesse assistindo a um filme, intrigante, cheio de mistério e encanto, porém com um conteúdo doloroso porque é carregado de opressão, expropriação e desumanização, que serviram como antídoto para que esta mulher abrisse portas rumo à luta pela emancipação.

Liberdade e ousadia são palavras que exalam dos poros de Thereza Santos : venceu preconceitos raciais, violência contra mulher, a ditadura militar no Brasil, o julgo do colonizador português em solo africano, a truculência dos partidos africanos e a solidão feminina. Com muita altivez afirma e reforça : - Não me arrependo de nada que fiz. Faria tudo outra vez !

A memória histórica de Thereza Santos é transatlântica e profunda, ainda na adolescência sentiu necessidade de buscar suas raízes e compreender seu papel no mundo. No caminhar descobriu – se : africana em diáspora, guerreira e como gosta de ser chamada Malunga Thereza Santos.

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