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A Comunicação Compartilhada

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O CONCEITO

A comunicação compartilhada é a possibilidade de participar de uma inciativa de mídia ou ação midiática coletiva, especialmente do trabalho de cobertura livre e/ou jornalística de eventos de interesse social , através da troca de esforços e conteúdos entre meios e pessoas envolvidas com a comunicação não corporativa ou de mercado. Tem característica de resistência à lógica neoliberal de gestão controlada da comunicação ao contrapor a troca solidária às práticas competitivas de mercado e ao abordar temas de interesse jornalístico, social, cultural ou político sem o viés mercantilista utilizado pelos grandes meios.

De diferentes formas o conceito é aplicado por iniciativas organizadas no universo do Forum Social Mundial, como Ciranda (internacional e reunindo meios diversificados), Fórum de Radios (radios alternativas e comunitárias), Fórum de TVs (meios audio visuais) e Laboratórios Livres (geralmente de difusão de cultura digital), Minga (Mutirão Informativo dos movimentos sociais, na América Latina) e a Flamme D’Afrique (produção de jornais digitais e impressos por jornalistas na África)

Um dos temas em pauta para os participantes de iniciativas de comunicação compartilhada é a possibilidade de ações conjuntas ou articuladas para fortalecer a atuação em rede das midias alternativas e incidir no perfil da comunicação do Fórum Social Mundial.

Contribuições para uma política pública

O I Seminário Internacional de Comunicação Compartilhada, realizado em janeiro de 2009, em Belém, como parte da programação do I Fórum Mundial de Mídia Livre, apresentou recomendações para a Comunicação do Fórum Social Mundial e também subsídios ao movimento pela democratização da Comunicação.

Uma das contribuições, em dezembro de 2009, foi a aprovação no Brasil, pela I Confecom - Conferência Nacional de Comunicação, de que as iniciativas de comunicação compartilhada sejam compreendidas como vertentes da mídia pública, portanto amparadas por um Sistema Público de Comunicação no Brasil.

A Conferencia apresentou propostas para uma política nacional de comunicação no país e também contribuições para se repensar os modelos de comunicaçao hoje hegemônicos no mundo. Em destaque estiveram a compreensão da comunicação como direito humano e o direito social à opção por mídias comunitárias, populares, livres e compartilhadas.

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