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Movimentos sociais promovem plenária pela democratização das comunicações

quinta-feira 18 de abril de 2013

Será apresentada proposta de emenda popular que visa criar um marco regulatório para as comunicações, que deverá recolher 1 milhão e 300 mil assinaturas. Após aprovação, participantes debaterão as estratégias de divulgação junto à população e de obtenção das assinaturas para que a proposta seja encaminhada ao Congresso Nacional.

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) realiza uma grande plenária para apresentar a proposta de emenda popular que visa criar um marco regulatório para o setor, que deverá recolher 1 milhão e 300 mil assinaturas. O evento será nesta sexta-feira (19/04), das 9h30 às 18h, na sede do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), que fica na rua Genebra, nº 25, Bela Vista, na Capital paulista.

A proposta inicial do projeto foi escrita pelo Grupo de Trabalho de Formulação da campanha “Para Expressar a Liberdade” e já está em fase de análise pelas entidades ligadas ao movimento. Após a sua aprovação, a plenária debaterá as estratégias de divulgação junto à população e de obtenção das assinaturas para que o mesmo seja encaminhado ao Congresso Nacional.

“Vamos criar espaços para dialogar com a sociedade sobre a necessidade da democratização da comunicação e recolher 1,3 milhões de assinaturas para o que o direito à comunicação seja uma realidade no Brasil”, explica Rosane Bertotti, coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), entidade que organiza a campanha.

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular, definido como ação prioritária da campanha para a renovação do Código Brasileiro de Telecomunicações, datado de 1962, dispõe sobre os serviços de comunicação social eletrônica, televisão e rádio, e propõe regras para a execução dos artigos nunca regulamentados do capítulo V da Constituição Federal Brasileira, que trata da Comunicação Social (art. 220 a 224). O foco principal do projeto é no enfrentamento ao monopólio e oligopólio e nos mecanismos de promoção da igualdade e diversidade.

O documento base foi construído a partir dos resultados da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e das posições históricas dos movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação no país. “A proposta busca dialogar com o cenário da convergência ao mesmo tempo e que dá conta do déficit democrático na regulação do setor de radiodifusão no Brasil”, disse João Brant, radialista integrante do Intervozes e do FNDC.

Divulgação
Estão previstas as datas de 26 de abril, aniversário da TV Globo, e 1º de maio, Dia do Trabalhador, para a realização das primeiras atividades de promoção nacional do tema da democratização da comunicação e do início de coleta de assinaturas do projeto de lei. Estão envolvidos na campanha diversos setores da sociedade, de movimentos sociais, partidos, sindicatos e outros. O objetivo é envolver e conscientizar a sociedade brasileira sobre a busca por uma liberdade de expressão como direto de todos e explicar a necessidade da renovação do marco que regulamenta a Comunicação no país.
Fonte: Instituto Telecom

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