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Em 1º de agosto

São Paulo realiza ato contra expulsão de beduínos palestinos

quarta-feira 31 de julho de 2013, por Soraya Misleh

Protesto será nesta quinta-feira, às 19h, na esquina da Av. Paulista com Rua Augusta.

Em 24 de junho último, o Parlamento israelense (Knesset) aprovou, em primeira sessão, projeto de lei relativo ao Plano Prawer. Apresentado pelo Governo de Israel em janeiro de 2012, o plano prevê o reassentamento de beduínos palestinos do deserto do Naqab (Negev), ao sul da Palestina. A juventude palestina tem denunciado que, na verdade, o plano regulamenta a expulsão dessa população de suas terras. Assim, tem chamado a iniciativa de “nakba de 2013” (termo árabe que significa catástrofe, normalmente usado em referência à limpeza étnica que culminou na criação do Estado de Israel em 1948).

Os beduínos palestinos são um povo nômade que vive essencialmente da agricultura. São o setor mais marginalizado e pobre da sociedade. A maioria foi expulsa em 1948. No deserto do Naqab, os que conseguiram permanecer em suas casas representam hoje apenas 30% da população local. Vivem em 36 vilas não reconhecidas por Israel, portanto, sem qualquer infraestrutura de serviços básicos, como eletricidade, escolas e assistência à saúde.

O que prevê o Plano Prawer

- confiscar cerca de 850 mil dunums de terra dos beduínos palestinos no deserto do Naqab (cada dunum equivale a mil metros quadrados);
- expulsar aproximadamente 50 mil beduínos palestinos de suas terras;
- demolir as 36 vilas em que esses beduínos vivem;
- confinar os beduínos palestinos em apenas 1% da terra (hoje, para plantar e sobreviver, dispõem de apenas 100 metros quadrados de terra por pessoa).

Solidariedade e luta

Na luta por barrar a aprovação até o final do mês desse projeto de lei no Parlamento israelense, em segunda e terceira sessões, a juventude palestina tem realizado manifestações gigantescas em toda a Palestina. Em 15 de julho, realizou um grande protesto, reprimido violentamente por Israel. Em 1 de agosto, realizará outros atos, no que tem chamado de “Dia de Fúria”. Em São Paulo, a Frente em Defesa do Povo Palestino-SP/BDS Brasil - que reúne dezenas de organizações da sociedade civil brasileira, entre as quais a Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada - soma-se a essa iniciativa. Em solidariedade, realizará na próxima quinta-feira (1 de agosto), a partir das 19h, um ato público na esquina da Av. Paulista com Rua Augusta.
Após os primeiros protestos realizados na Palestina, o Plano Prawer foi condenado esta semana pelo chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Navi Pillay.

Declaração da juventude palestina: "Dezenas de palestinos foram feridos em manifestações pacíficas ou presos desde 15 de julho pelas forças de ocupação israelenses, mas nossa fúria está longe de acabar. Estamos determinados a continuar protestando diariamente e lutar para elevar a consciência internacional sobre o sofrimento dos nossos irmãos e irmãs beduínos palestinos. O Plano Prawer é a maior campanha iminente de limpeza étnica dos palestinos por Israel desde 1948, e a nova geração da Palestina não vai deixar que isso aconteça novamente."

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