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Ato das Trepadeiras repudia femicídio no rap

terça-feira 10 de setembro de 2013, por Deborah Moreira

Mulheres indignadas com a música "trepadeira" do rapper Emicida convocaram na rede um ato de repúdio ao artista, que lançou seu novo trabalho na noite de terça-feira (10), no Sesc Pinheiros, em São Paulo. A letra da canção incita a violência contra a mulher. "O rap é compromisso", gritavam as manifestantes que se autoproclamaram trepadeiras.

"Dei todo amor, tratei como flor, mas no fim era uma trepadeira", diz um dos trechos da música, que ainda prega que a mulher que trai "merece era uma surra de espada de São Jorge, um chá de comigo ninguém pode".

"Tô cansada de ver a naturalização da misoginia, esse ódio da mulher. Já é difícil aceitar isso de alguém que não tem uma função na cena cultural, ainda mais ele[Emicida], que deveria ter um compromisso com o social, com a periferia, com as mulheres", declarou Ana Paula Galvão, uma das manifestantes que convocou o ato pelas redes sociais.

De acordo com as feministas presentes no ato, o objetivo não é censurar o trabalho do artista: "O que não dá para aceitar é que ele cante isso em um show que seja finaciado com dinheiro público, por exemplo, ou que sirva como tema de uma novela ou, pior, seja regravada por outro artista lá na frente", completou Ana Paula, que conhece a atuação do músico também como empreendedor e lamenta muito que "alguém que uso como exemplo de economia criativa, faça uma coisa dessa".

A estudante Isadora Couto soube do ato pelo Facebook e fez questão de estar presente para repudiar a música e tudo o que ela representa: "Fiquei bastante decepcionada. O Emicida é o rapper que representa a cultura da rua, o povo da rua, e eu acho que foi uma falta de compromisso com as pessoas marginalizadas e excluídas da sociedade. É uma música que incita o ódio e a violência contra a mulher. Mais do que licença poética, isso pé uma falta de responsabilidade com a sociedade".

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