Talvez você nem se lembre do que aconteceu no Brasil naquela época:
a música Garota de Ipanema foi cantada pela primeira vez por Vinícius de Moraes;
o carro mais vendido era o Fusca;
o artista famoso, Jece Valadão;
e o filme badalado era “O pagador de promessas”.
Também vivíamos às vésperas de uma ditadura militar, que acabaria com todas as liberdades e direitos civis e políticos.
Foi nesta época que surgiu o Código Brasileiro de Telecomunicações, a principal lei do setor, que está valendo até hoje.
Mas o que era a mídia em 1962?
A grande sensação eram os aparelhos de televisão, que só funcionavam quando as válvulas esquentavam e transmitiam as imagens em preto e branco.
Também tinha sido lançada a máquina de escrever elétrica e o telegrama.
A rádio FM estava nascendo.
Só nos anos 90 chegou ao país o telefone celular, que pesava quase 1kg e tinha uns 20 cm.
Hoje nem lembramos desses aparelhos.
O mundo convive com televisões fininhas, com imagens 3D e em alta resolução.
Rádio e TV são digitais.
O celular fotografa, filma e permite acessar a internet.
Computadores miniaturizados tem memória para toda a vida.
Da mesma forma que a tecnologia evoluiu nesses 50 anos, o Brasil também mudou.
Com o fim da ditadura, veio a redemocratização do país.
A nova Constituição, chamada de cidadã, foi aprovada em 1988, garantindo a todos e todas a liberdade de expressão.
Hoje podemos fazer reuniões, protestos e passeatas.
Mas será que essa liberdade é garantida ao conjunto da população também nos meios de comunicação?
CADÊ A DEMOCRACIA NA MÍDIA?
Avançamos na tecnologia e muitos direitos foram conquistados no país.
Mas quando olhamos para o principal meio de comunicação do país, a televisão, vemos que pouca coisa mudou.
Desde a época dos militares no poder, os donos das grandes emissoras de TV no país são os mesmos.
A imagem da mulher, dos negros, da população LGBT que é veiculada está muito distante da diversidade que existe na população.
E quando falamos de um país desse tamanho, onde foram parar todos os nossos sotaques?
Será que o conteúdo veiculado é adequado para as crianças, bombarde- adas diariamente pela publicidade?
A realidade é que, em se tratando de comunicação, ainda vivemos em uma ditadura, em que poucos falam enquanto milhões se calam e não podem expressar sua liberdade.
É uma ditadura econômica, cultural e que está longe de respeitar os direitos humanos e a nossa diversidade.
Assim, seguimos construindo um país a partir da visão e opinião das grandes empresas de comunicação no Brasil, ou seja, de acordo com a vontade dos donos da mídia.
Isso também é fruto de uma legislação atrasada, que continua sendo a mesma de 50 anos atrás. E, apesar dos avanços trazidos pela Constituição de 1988, quando se trata de mídia, nada saiu do papel.
É por isso que o Brasil precisa de uma nova lei para as comunicações!
Desde 2009, quando aconteceu a 1ª Conferência Nacional da Comunicação, movimentos populares e diversos setores da sociedade pedem mudanças na legislação do setor.
É hora do governo federal colocar este tema em discussão com toda a população brasileira, que deve ser ouvida sobre este assunto tão importante, que interfere na vida de todos.
Só com o enterro do velho Código Brasileiro de Telecomunicações e com o nascimento de uma nova lei é que a liberdade de expressão, com diversidade e pluralidade, será garantida para todas as vozes.
Isso é um direito seu!
Participe você também da campanha pela liberdade de expressão para todos e por um novo marco regulatório das comunicações no Brasil!
Agenda:
LIBERDADE DE EXPRESSÃO PRA QUEM?
Debate com Marilena Chauí Lançamento da Campanha por Liberdade de Expressão Plataforma da Frentex para os candidatos a Prefeituras e Câmaras Municipais no Estado de São Paulo
2a feira - 27 de agosto
19h Sindicato dos Jornalistas
Rua Rego Freitas, 530 (sobreloja) - metrô República
Mais informações: Frentex - Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão www.frentex.org - Facebook.com/frentexsp
Hashtag oficial: #liberdadedeexpressao
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