Fórum Social Pan-Amazônico

escrito por Laboratório de Comunicação Compartilhada Pan-Amazônia , escrito por Vanessa Cruz

Amazônia

O Fórum Social Pan-Amazônico é um evento-processo que busca articular os movimentos sociais, comunidades tradicionais e povos originais dos nove países da Bacia Amazônica (Brasil, Equador, Venezuela, Bolívia, Republica Cooperativa das Guianas, Suriname, Colômbia, Peru e Guiana) com o objetivo de aproximar culturas, quebrar o isolamento das lutas de resistência, fortalecer o combate anti-imperialista, desenvolver a autonomia dos povos, promover a justiça social e ambiental, se opor aos modelos de desenvolvimento predatórios e daninhos aos povos que vivem na Pan-Amazônia e discutir alternativas que construam a justiça e a igualdade social.

Num sentido mais amplo é um movimento que faz a crítica ao modelo colonial imposto às populações amazônicas e levanta a bandeira de uma Pan-Amazônia governada por seus povos. O FSPA é um espaço autônomo e independente composto por movimentos, organizações sociais, representações de povos e comunidades. Faz parte da constelação do Fórum Social Mundial.

Ver online : Fórum Social Pan-Amazônico

Maracanã e os Donos do Rio

escrito por Vanessa Cruz

O vídeo ’Maracanã e os Donos do Rio’ revela o controle da cidade do Rio de Janeiro pelas grandes empreiteiras, tendo o estádio como caso emblemático das ligações perigosas entre empresários e governantes.

O vídeo faz parte da campanha "Quem são os Proprietários do Brasil?", realização Instituto Mais Democracia, apoio Fundação Rosa Luxemburgo.

P.S.

Pará realiza Seminário sobre Educação Escolar Quilombola

escrito por Vanessa Cruz

O seminário promovido pelo Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará – Cedenpa discutirá as diretrizes para educação escolar quilombola definidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e sua implementação. A Resolução 08 proposta pelo CNE abrange a formação de professores, a discussão curricular e das identidades em comunidades quilombolas, bem como a infraestrutura nas Escolas Quilombolas: transporte, merenda escolar e construção de escolas.

O desenvolvimento de propostas de implementação das diretrizes curriculares é um dos objetivos do seminário que contará com a participação de representantes das comunidades quilombolas, Comissão Estadual de Políticas para Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Pará, COPIR – SEDUC PA, MALUNGU, CEDENPA, Rede Fulanas, Casa Preta, IDESP, FOPEDER, GEAM – UFPA, NEAB – IFPA, GPTCA - UEPA).

Também são realizadas roda de conversa, Grupos de Trabalhos e apresentação de experiências em escolas localizadas em áreas quilombolas.

Programação:

Dia 12/12.
8h -10h – Credenciamento
8h30 às 12h - Reunião Interinstitucional (ProEMI/Projeto Jovem de Futuro, Comissão Estadual de Políticas para Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Pará, COPIR – SEDUC PA, MALUNGU, CEDENPA, , Rede Fulanas, Casa Preta, IDESP, GPTCA – UEPA, FOPEDER, GEAM – UFPA, NEAB – IFPA, GPTCA - UEPA).

12h00 – Almoço

14h00 - Abertura oficial

15h às 18h – Roda de Conversa: Educação Escolar Quilombola: conquistas e Desafios.
Profª. Esp. Maria das Dores Almeida (IMENA - AP/Rede Fulanas)
Profª Drª Zélia Amador de Deus (Cedenpa/GEAM - UFPA)

18h – Lançamento de livros do Cedenpa

Dia 13/12/

Manhã – 8h30 às 12h – Grupo de Trabalho
GT 01 - Educação Quilombola: ensino fundamental, médio e superior
GT 02 - Infraestrutura nas Escolas Quilombolas: transporte, merenda escolar e construção de escolas
GT 03 - Estratégias para Efetivação/Implementação da Educação Escolar Quilombola

16h às 18h - Aprovação das Propostas dos GT’s

18h - Encerramento

As inscrições podem ser enviadas para o email educacaoquilombola@cedenpa.org.br

P.S.

Baixe a ficha de inscrição aqui: http://www.cedenpa.org.br/Seminario-Educacao-Escolar

Jovens negros dizem que ações contra violência ainda não deram resultado

escrito por Vanessa Cruz

No Brasil, a cada hora, dois jovens negros são assassinados. Mais da metade dos quase 50 mil homicídios em 2010 atingiu jovens, dos quais 74,6% negros, segundo o Ministério da Saúde. Os dados alarmantes motivaram o governo federal a lançar o Plano Juventude Viva, de enfrentamento à violência contra jovens negros.

O problema é que, pouco mais de um ano após a adesão do primeiro estado ao projeto, Alagoas, cerca de apenas 40 dos 142 municípios brasileiros indicados como prioritários se integraram ao plano. A questão foi debatida em audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, no último dia 28.

Dificuldades políticas

Para o rapper Gog, o Juventude Viva acerta ao articular ações de 40 programas federais, em integração com estados e municípios. Lá na ponta, no entanto, os resultados ainda não são percebidos, segundo o músico e militante do movimento negro.

"O hip hop tem uma rede, e muitas vezes o que é informado não bate com o que os moleques estão falando na rua. O Juventude Viva chega com toda a estrutura federal, mas muitas vezes não coincide, por exemplo, com um partido aliado. Esses partidos, nos estados, em vez de facilitarem, dificultam essa relação", denunciou o rapper.

Tempo para maturação

Uma das coordenadoras do Juventude Viva, Fernanda Papa reconhece que há governos mais sensíveis ao tema que outros. Mas explica que existe também um tempo de maturação da política, especialmente entre gestores municipais que assumiram o cargo neste ano.

"É natural que as pessoas que estão há tanto tempo esperando uma resposta achem que a coisa ainda não está acontecendo. Porque é necessário, sim, uma vontade política e um esforço de direcionar, para esses bairros, esses territórios que estão sendo mais afetados pela violência, as ações com máximo de prioridade de tempo", admite ela.

Mas, segundo Fernanda, isso não depende apenas do governo federal. "A gente tem um papel dos governos estaduais e municipais para fazer essa máquina girar, mas a gente percebe que tem um tempo de essas coisas chegarem".

Fim dos autos de resistência

Parlamentares e representantes do governo e de movimentos sociais presentes ao debate concordaram que o combate à violência contra os jovens negros passa também pelo enfrentamento do racismo institucional no país.

Os participantes foram unânimes em cobrar a aprovação pela Câmara do projeto de lei que determina o fim dos autos de resistência (PL 4471/12). A proposta está pronta para votação em Plenário.

O deputado Amauri Teixeira (PT-BA), um dos autores do pedido para a realização da audiência, destaca que os jovens negros são as maiores vítimas das abordagens policiais que acabam em morte.

"Na maioria das vezes, não se tem investigação e pura e simplesmente alega-se que houve resistência e o policial apenas se defendeu. Não se apura, não se identifica a real causa daquela circunstância e uma pessoa é morta de forma injusta", diz o deputado.

Teixeira entende que, o fim dos autos de resistência "significa que nós vamos preparar a polícia para abordar as pessoas de forma distinta, de uma forma cidadã".

Os participantes do debate também defenderam a aprovação pela Câmara do projeto que estipula cota de 20% para negros em concursos públicos (PL 6738/13).

Fonte: GGN

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