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Publicidade e infância

Ferramentas de comunicação como documentários e blogs tem sido utilizados pelo Projeto Consumismo e Infância para mobilizar a sociedade para o debate polêmico do consumismo infantil causado pelo apelo publicitário.


Por que o PL do FUST é um desastre

Está em vias de aprovação na Câmara dos Deputados um projeto de lei (PL 1481/2007) que modifica a lei do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (lei 9998/2000). Sob o véu de agenda positiva, esconde-se um texto desastroso e anacrônico.

Estado Laico
EBC suspenderá programas religiosos

Os realizadores terão seis meses para retirar a programação do ar.



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A que mais polui em São Paulo

quinta-feira 15 de maio de 2008, por Fernando Oliveira Silva

Leiam a notícia logo abaixo! Dá-lhe Votorantim!!!

E ainda querem nos convencer de que o projeto de construção da Usina Hidrelétrica de Tijuco Alto é a “melhor coisa do mundo” p/ o desenvolvimento do Vale do Ribeira!!! Grande falácia!!!!! Basta ver o que fizeram c/ o Rio Juquiá! Qual é o IDH da cidade de Juquiá mesmo?

Incrível é ver o “famoso” ambientalista Sr. João Paulo Ribeiro Capobianco, ex-coordenador do Instituto Sócio Ambiental (ISA), ex-presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, atual Presidente Interino do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e atual Secretário-Executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), assistindo tudo de camarote, bem caladinho na sua poltrona reclinável!!! Por que será hein? Você pode nos responder Sr. Capobianco? Uma palavra ao menos!!! Ou continue calado e entregue o Vale do Ribeira ao Sr. Antonio Ermírio de Moraes!!! Ah, e não vale renunciar dizendo que “não suportou a pressão de outros setores pela sua luta em favor do meio ambiente no Governo Federal”. Esse golpe nós já conhecemos de outros tempos e se o fizer não sairá como herói, mas como grande vilão que entregou o Rio Ribeira de Iguape ao homem mais rico do Brasil!!! Seja ético e faça valer a sua história de luta pela Mata Atlântica usando o “poder” que tem p/ trazer esse assunto a mídia nacional e colaborar efetivamente p/ que a CBA/Votorantim não consiga a licença prévia do IBAMA!!!!! Faça valer o decreto-lei nº 99.556/90 que define em Art. 1º que “As cavidades naturais subterrâneas existentes no território nacional constituem patrimônio cultural brasileiro, e, como tal, serão preservadas e conservadas de modo a permitir estudos e pesquisas de ordem técnico-científica, bem como atividades de cunho espeleológico, étnico-cultural, turístico, recreativo e educativo”, ou seja, a CBA/Votorantim NÃO PODE ALAGAR CAVERNAS NO VALE DO RIBEIRA!!!!!! Por que está calado, Sr Capobianco? Dê-nos, ao menos, a sua opinião...

Do Sr. Xico Graziano, ex-Deputado Federal, ex-Secretário de Agricultura de São Paulo, ex-Presidente do Incra, ex-Chefe de gabinete pessoal do ex-Presidente Sr. Fernando Henrique Cardoso e atual Secretário de Meio Ambiente de São Paulo, nenhum movimento diferente do que era esperado, pois afinal agora é moda pular de um lado a outro até se chegar no “negócio ambiental”!!! Vide a recente história da criação da “Fundação Amazonas Sustentável” criada e apoiada pelo Banco Bradesco, que por sua vez é importante parceiro do Grupo Votorantim. Sobre essa fundação, circula a informação de que já conta c/ mais de R$ 20 milhões de investimentos e é presidida pelo empresário Sr. Luiz Fernando Furlan, ex-Ministro o empresário e ex-Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Governo Lula. Um empresário que pula do desenvolvimentismo p/ o ambientalismo de um instante a outro!!! Que lindo, fico emocionado!!! É mole ou quer mais?!?!?!?!?! Dá-lhe “Banco do Planeta”!!!

Ah, vale jogar no ventilador o veto do Sr. José Serra ao projeto de lei nº 394/07 do Deputado Estadual Raul Marcelo que propunha “declarar como Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental do Estado de São Paulo o rio Ribeira de Iguape”. Tal projeto foi aprovado em todas comissões por qual passou e aprovado pela Assembléia Legislativa de SP. Contudo, o compadrio entre esse governador e o Deputado Estadual Sr. Samuel Moreira, figura carimbada aqui do Vale do Ribeira, fez c/ que uma canetada passasse por cima de todo um processo democrático. Quem perde, o Rio Ribeira e a população do Vale que continua a mercê desses pseudo-representantes da sociedade!!! A quem diga que o Sr. Samuel Moreira tem suas campanhas financiadas pelo grupo Votorantim!!!!! Se realmente o for, era de se esperar...

Creio que essas relações são confusas de entender e por isso tomei a decisão de passar adiante minha indignação (mesmo conhecendo os riscos!) c/ a situação que vivemos aqui no Vale do Ribeira, um lugar aonde natureza e cultura vivem em harmonia até o presente. Sobre o futuro, bem o futuro dizem que a Deus pertence, mas sinceramente convém passar a acreditar que muitos dos senhores citados acima querem assumir o papel de “Deuses” do negócio “meio ambiente”...

Fora Votorantim! Fora Sr. Antonio Ermírio!!!! Nós não queremos vocês aqui!!! Nós já dissemos isso nas cinco audiências públicas realizadas aqui no Vale do Ribeira!!!!!!!!!!!!!!!

E parem com essa falsa campanha de “democratização cultural” que promovem através desse tal “Instituto Votorantim”. Querem democratizar a cultura? Sugiro que vocês comecem pelo respeito a opinião das comunidades tradicionais do Vale do Ribeira que já disseram não a Tijuco Alto!!! A máscara cai, a cada dia...

Quer saber mais sobre a resistência contra Tijuco Alto: http://terrasimbarragemnao.blogspot.com/

Quer ajudar? Assine a petição on-line contra a construção de barragens no Rio Ribeira: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/635

Quer ver e ouvir nossa opinião? Assista o programa “Bola & Arte” da emissora FizTV: www.fiztv.com.br/bolaearte (clicar no linque “vídeos”, depois, entre os quadrinhos que aparecem, clicar no programa 7.Está dividido em duas partes! Os quadrinhos do programa que participamos são os dois primeiros de cima, da esquerda p/ a direita, começando pelo segundo).

Quer ouvir um som em defesa do Rio Ribeira de Iguape? Depois de tanta cólera, clique e relaxe:

Esquadrão Preto Velho - Música: MeioAmbienteMeioDeserto
http://www.myspace.com/esquadraodopretovelho

Abraços de um cidadão indignado e c/ energia de sobra p/ continuar...

Oxalá meu pai, vamos vencer!!!

Fernando Oliveira Silva
Educador, Biólogo, Mestre em Ecologia e morador da cidade de Cananéia, SP.


De: ribeira@yahoogrupos.com.br [mailto:ribeira@yahoogrupos.com.br] Em nome de Flávio Bassi
Enviada em: quinta-feira, 24 de abril de 2008 14:14
Para: ribeira@yahoogrupos.com.br
Assunto: [ribeira] Duas empresas do Grupo Votorantim entre as 8 que mais poluem em SP

CBA e Votorantim Cimentos, empresas do Grupo Votorantim, dentre as 8 que mais poluem em São Paulo.

Oito empresas emitem 63% de todo o CO2 industrial em São Paulo

Elas respondem por 18 milhões dos 29 milhões de toneladas por ano do principal gás causador do efeito estufa

Emilio Sant’Anna

Estado de São Paulo, 24 de abril de 2008.

Oito empresas são responsáveis por 63% de toda a emissão de CO2 das indústrias paulistas. Elas respondem por cerca de 18 milhões dos mais de 29 milhões de toneladas do principal gás responsável pelo efeito estufa emitidas todos os anos. No topo da lista está a Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), responsável por 6,357 milhões de toneladas do gás lançado na atmosfera, em 2006.

Mais informações

A empresa de Cubatão é seguida por três refinarias da Petrobrás e uma petroquímica de Santo André. Completam o ranking das oito primeiras a Companhia Brasileira do Alumínio, a Votorantim Cimentos Brasil e a Rhodia, indústria química - todas no interior do Estado.

Os principais setores industriais responsáveis pelas emissões são o petroquímico, siderúrgico, de transformação e de minerais não metálicos. O resultado foi apresentado ontem pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo durante reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). Essa é a primeira vez que o governo do Estado divulga o nome dos principais emissores industriais. Para outros setores como agricultura, o estudo ainda será feito.

O levantamento listou as cem principias emissoras do Estado. Para isso, 379 empresas foram selecionadas e convidadas a preencher voluntariamente um questionário enviado pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) - 329 delas responderam. ’As estimativas foram baseadas na metodologia usada pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas)’, diz o secretário de Estado do Meio Ambiente, Xico Graziano.

Fazem parte também desse levantamento empresas como a Gerdau Aços Longos, Camargo Corrêa Cimentos, Suzano Papel e Celulose, Basf e Monsanto do Brasil. Todas elas, porém, com emissões bem abaixo do 1,033 milhão de toneladas da Rhodia, a oitava da lista.

Em março, Graziano chegou a anunciar números preliminares, mas adiou a divulgação dos nomes dos principais emissores. A decisão foi resultado do pedido das empresas para corrigir informações enviadas à Cetesb.

Agora, a secretaria deve procurar essas empresas para discutir a formulação de projetos voluntários de diminuição das emissões de CO2. ’Isso não é punição para as empresas, mas dá instrumentos à Cetesb para se engajar nas negociações com elas’, diz o secretário.

BOA NOTÍCIA

O relatório divide os 29 milhões de toneladas do gás, lançados na atmosfera em 2006, como provenientes da queima de combustível industrial e como resultado do processo de produção em si. Segundo Graziano, 77% do combustível utilizado é proveniente de fontes renováveis - uma boa notícia.

A proposta para a realização do relatório partiu do ex-secretário José Goldemberg e levou cerca de seis meses para se concretizar. O ex-secretário prevê que a redução de emissão de CO2 não será homogênea entre os setores listados pela pesquisa, mas considera que é possível chegar a um bom resultado. ’O que está sendo feito nos EUA é a identificação dos grandes emissores e o estabelecimento de metas’, afirma. ’O que está sendo feito hoje em São Paulo nos coloca na mesma posição da Califórnia, o Estado mais avançado dos EUA nessa questão.’

Segundo ele, a tecnologia impedirá que esse processo seja barrado por interesses econômicos. O ex-secretário cita a redução na emissão de enxofre pelas indústrias americanas na década de 1980 como exemplo. ’Acabaram chegando a um processo barato para diminuir a quantidade de enxofre. Acredito que o mesmo vai acontecer com o CO2’, diz.

Os próximos passos da secretaria devem ser a realização de um novo relatório com a emissão total no Estado, analisando os setores de transporte e agricultura, por exemplo. ’Ainda vamos avançar nesta área, pois essa conta não inclui as emissões que são resultado do consumo doméstico e comercial de combustíveis nem do uso do solo’, diz Graziano.

De acordo com dados de 2006 da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), apenas a emissão de CO2 proveniente do setor de transporte aéreo e viário foi de 49 milhões de toneladas no País. O óleo diesel foi responsável por 55% dessa emissão, a gasolina por 35% , e a querosene utilizada na aviação 10%.

O secretário descarta a adoção de medidas de incentivo fiscal para as empresas que começarem a reduzir as emissões. No entanto, diz que, num futuro próximo, isso pode se transformar em crédito acumulado. ’Elas teriam um atestado de que começaram a cortar a emissão antes de 2012.’

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