Ciranda internacional da comunicação compartilhada

Chavez destaca trabalho do ComunicaSul e lê texto de Renata Mielli

Na primeira coletiva de imprensa após a vitória na Venezuela, Hugo Chávez destacou o trabalho realizado pelo coletivo ComunicaSul (foto). O presidente leu o texto da jornalista brasileira Renata Mielli, do Barão de Itararé, para se referir ao poderio de Caprilles. Além de Renata, participam do ComunicaSul Vanessa Silva, do Portal Vermelho; Terezinha Vicente, da Ciranda; Leonardo Wexell Severo, da CUT; Marcio Schenatto, do Jornal e da TV Caxias;Caio Teixeria, da TV Floripa e Daniel Cassol, que colabora com o Brasil de Fato.

Contraponto à SIP

Ato público no local e contraconferência online acontecerão no dia 15 de outubro, em defesa da ampla e verdadeira liberdade de expressão. Participe! A SIP não está do nosso lado.

Com dinheiro público, Kassab compra revista por R$493 mil

Uma semana depois, o prefeito de São Paulo, que recebe um dos piores índices de rejeição, foi capa da Veja São Paulo, do mesmo grupo editorial, com a manchete: "Será que estamos sendo justos com ele?".

Participação social é a marca do governo Chávez, diz Eva Golinger

Antes da primeira eleição de Chávez, a Venezuela “era um país onde as pessoas se sentiam invisíveis, não se identificavam com seu processo político. Agora é um país onde elas pensam, criticam, debatem, participam”.

Venezuela: Socialismo triunfa e enche América Latina de esperança

Milhares de pessoas foram até o Palácio Miraflores comemorar a vitória de Chávez e ouvir o presidente.



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A primavera espanhola

segunda-feira 30 de maio de 2011, por Valdir José Freire

por Valdir José Freire, de Barcelona

A Espanha foi pega pela crise do subprime em plena bolha da construção civil. De um momento para outro, vários edificios e condominios foram paralisados. O começo de mais de 20 por cento de desemprego na população ativa.

O primeiro ministro Zapatero comete equívocos ao enfrentar a crise: sobe impostos, começa um movimento de privatização de empresas públicas, e diz reiteradas vezes que na Espanha tudo vai bem. É um líder da social democracia européia se utilizando do neoliberalismo para enfrentar a crise capitalista, criada pela direita.

O resultado dessa política desastrosa foi a derrocada do partido socialista nas eleições municipais do domingo 22 de maio. Uma semana antes, em 15 de maio, em Madri, mais precisamente na Puerta del Sol, começa um movimento para dizer aos políticos: basta!

O movimento faz questão de afirmar que não é partidário, que não representa ninguém (a não ser o povo) e que ninguém lhes representa, principalmente os políticos. É fácil compreender toda uma juventude indignada, com um governo pseudo socialista, que se encontra acuada: a quem recorrer? ao Partido Popular direitista de Rajoy? o maior oponente de Zapatero? Outros partidos de Espanha não tem uma representatividade importante.

Plaza de Catalunya

Hoje, 27 de maio, em Barcelona na central Plaza de Catalunya, os acampados resistem a uma investida dos mossos d’escuadra, a PM da Catalunha. Os mossos dizem que a prefeitura só quer limpar a praça. Há resistencia. Há cacetadas. Há gente ferida. Há gente que canta "no nos moverán".

Ao meu lado Manuel, um estudante de engenharia, convida para a assembléia das 19 horas. Será sobre educação. Manuel fala que o governo subiu em até 100 por cento o valor das matrículas, e pergunta indignado: onde está a educação gratuita?

Outra assembléia falará sobre saúde. O recém empossado governador da Catalunha, Artur Más, cortará cerca de 40 por cento o orçamento da saúde.

Foram estes os motivos para tal movimento?

Foram os ventos da primavera árabe?

Ou foi o panfleto "Indignai-vos" ?escrito por Stéphane Hessel, de 94 anos e um dos resistentes franceses contra o nazismo. Neste panfleto, Hessel convoca os jovens a resistir, a indignar-se, a combater, a inconformar-se. Já foram vendidos mais de 300.000 destes panfletos.

O começo do movimento é um pouco incerto. O final do movimento...será história?

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