Ciranda internacional da comunicação compartilhada

Chavez destaca trabalho do ComunicaSul e lê texto de Renata Mielli

Na primeira coletiva de imprensa após a vitória na Venezuela, Hugo Chávez destacou o trabalho realizado pelo coletivo ComunicaSul (foto). O presidente leu o texto da jornalista brasileira Renata Mielli, do Barão de Itararé, para se referir ao poderio de Caprilles. Além de Renata, participam do ComunicaSul Vanessa Silva, do Portal Vermelho; Terezinha Vicente, da Ciranda; Leonardo Wexell Severo, da CUT; Marcio Schenatto, do Jornal e da TV Caxias;Caio Teixeria, da TV Floripa e Daniel Cassol, que colabora com o Brasil de Fato.

Contraponto à SIP

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Antes da primeira eleição de Chávez, a Venezuela “era um país onde as pessoas se sentiam invisíveis, não se identificavam com seu processo político. Agora é um país onde elas pensam, criticam, debatem, participam”.

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Acampa Sampa vira Ocupação e segue crescendo

quarta-feira 26 de outubro de 2011, por Terezinha Vicente

Barracas, cozinha, biblioteca, cinema, música, aulas públicas, assembléias e debates alimentam a manifestação iniciada em 15 de outubro, junto com várias cidades do planeta.

"Os esquemas de reprodução material da vida não dão mais conta do que prometeram", dizia o filósofo Vladimir Safatle, ao responder uma das perguntas ao final da assembléia de hoje no Ocupa Sampa, nova denominação do Acampa Sampa, parte do movimento global iniciado em 15 de outubro. Segundo o professor Safatle, vivemos num "nivel de mal estar social não visto há décadas", quando a maioria da população mundial percebe que sua vida não será melhor do que a de seus pais, e que para os seus filhos será ainda pior.

Como diz Safatle, "não se acredita mais no sistema de poder", e na descrença só se tem dois caminhos - uma acomodação cínica ou assumir a descrença. "No processo de descrença, a única arma que temos é o pensar, reconstruir possíveis campos de ação, transformar o nihilismo em força crítica". Outros professores que estiveram nos últimos dias foram a antropóloga Rita Alves e o jornalista Igor Fuser.

No Facebook, o Acampa Sampa - que virou Ocupa Sampa, com novo sentido político de acordo com a assembléia de ontem - tem quase 3000 amigos. Nas assembléias costumam estar presentes 10% desse número. Mas o conteúdo tem sido muito bom. A apropriaçao do espaço público dessa forma vem sendo apoiada por diversos intelectuais, artistas e lideranças de movimentos. E a ocupação cresce "desde as fortes chuvas do dia 15" e já superou a repressão, o astral hoje era de paz.

Os representantes dos jovens indignados de São Paulo, pouco mais de 70 acampados atualmente em cerca de 50 barracas erguidas sob o Viaduto do Chá, no histórico Vale do Anhangabaú, tem na sua organização diversas comissões, da cozinha à segurança, passando pela comunicação, claro! Entraram com um mandado de segurança no Fórum João Mendes, acompanhados de manifestação, para serem reconhecidos como ocupação, daí a mudança de nome.

Ação direta apresentandos-e ao governador, aproveitou a presença de Geraldo Alckmin e esposa, mais Aécio Neves, mais José Serra, no luxuoso Shopping Bourbon no dia 24, em plena Mostra Internacional de Cinema, para uma manifestação, acompanhada de um convite/provocação para que ele vá debater na ocupação. O governador prometeu, mas ninguém acredita. Esse e outros vídeos são apresentados numa enorme tela lá no Vale, e circulam pela internet dando uma boa idéia do que está sendo o movimento dos 99% em Sampa. Os principais eventos também vem sendo transmitidos on-line via internet.

As assembléias são diárias, sempre as 20h, e há também uma programação cultural, que se encontra aberta para a presentação de todos e todas que compartilhem os princípios do movimento. Nesta sexta-feira, dia 28, a partir do cair da tarde, estará sendo aberto ali o Fórum Social de São Paulo. Diversas atividades culturais e políticas (não partidárias) estão programadas. Afinal, o Fórum Social de São Paulo tem tudo a ver com o Ocupa Sampa, ambos querem um outro mundo possível, e uma outra cidade de São Paulo!

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