Ciranda internacional da comunicação compartilhada

Chavez destaca trabalho do ComunicaSul e lê texto de Renata Mielli

Na primeira coletiva de imprensa após a vitória na Venezuela, Hugo Chávez destacou o trabalho realizado pelo coletivo ComunicaSul (foto). O presidente leu o texto da jornalista brasileira Renata Mielli, do Barão de Itararé, para se referir ao poderio de Caprilles. Além de Renata, participam do ComunicaSul Vanessa Silva, do Portal Vermelho; Terezinha Vicente, da Ciranda; Leonardo Wexell Severo, da CUT; Marcio Schenatto, do Jornal e da TV Caxias;Caio Teixeria, da TV Floripa e Daniel Cassol, que colabora com o Brasil de Fato.

Contraponto à SIP

Ato público no local e contraconferência online acontecerão no dia 15 de outubro, em defesa da ampla e verdadeira liberdade de expressão. Participe! A SIP não está do nosso lado.

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Uma semana depois, o prefeito de São Paulo, que recebe um dos piores índices de rejeição, foi capa da Veja São Paulo, do mesmo grupo editorial, com a manchete: "Será que estamos sendo justos com ele?".

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Antes da primeira eleição de Chávez, a Venezuela “era um país onde as pessoas se sentiam invisíveis, não se identificavam com seu processo político. Agora é um país onde elas pensam, criticam, debatem, participam”.

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Milhares de pessoas foram até o Palácio Miraflores comemorar a vitória de Chávez e ouvir o presidente.



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Cidades sustentáveis: o desafio de pensar a vida nas cidades

quarta-feira 8 de fevereiro de 2012, por Vania Correia

Mais de 50% da população mundial é urbana. Cerca de dois terços da demanda de energia elétrica vem das cidades, e é nelas também que 75% dos resíduos do mundo são produzidos. Dados como esses foram apresentados no Painel Cidades Sustentáveis, realizado pelo Instituto Ethos, durante o Fórum Social Temático, no dia 25 de janeiro, em Porto Alegre e revelam que discutir a vida nas cidades é uma questão central para o futuro do planeta.

Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a urgência de construirmos e adotarmos novos modelos de desenvolvimento, baseados na sustentabilidade, solidariedade e justiça, fica ainda mais latente. Grande parte da sociedade está convencida de que a mudança que se espera não virá das decisões dos chefes de estados, que comporão as delegações oficiais da Rio+20. Cabe à sociedade como um todo se engajar no processo, pressionar, propor e experimentar novos formatos de relação com o planeta.

O debate, mediado por Oded Grajew, um dos idealizadores do Forum Social Mundial, contou com as presenças do socioambientalista Tasso Azevedo; do escritor Frei Beto; do teólogo Leonardo Boff; do secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano no Ministério de Meio Ambiente, Nabil Bonduki; do presidente do Instituto Ethos, Jorge Abraão; do economista político Ladislaw Dowbor e da ex-senadora Marina Silva.

Criar estratégias sustentáveis para garantir a qualidade de vida para os milhões de habitantes das cidades é um grande desafio e passa por variadas e complexas questões. Planejamento urbano, saneamento básico, mobilidade, acesso aos serviços, política de resíduos, habitação, etc. No centro do debate está a superação da pobreza, que atinge a grande maioria da população urbana, em maior parte afetada pelos problemas do crescimento desordenado das cidades. “Temos uma absoluta concentração de renda e de pessoas por território. Esvaziamento das pequenas cidades e contínuo crescimento das cidades médias, outras metrópoles”, observou Bonduki.

Se por um lado as cidades se configuram num grande dilema para a sustentabilidade, por outro, a forma como estão organizadas podem facilitar a solução dos problemas, uma vez que torna muito mais possível a mobilização de pessoas. “Dentro da cidade, podemos discutir a qualidade de vida do planeta e do país, com a forte possibilidade de que muitas pessoas possam se comprometer em dar sustentabilidade”, destacou Marina Silva.

No geral, as crises que vivenciadas atualmente revelaram que o rumo está errado. O planeta já deu provas de que não suportará o atual modelo de vida, baseado no consumo desenfreado, na acumulação de riquezas e na exploração insustentável dos recursos naturais. Para grande parte da humanidade já não há dúvidas de que o capitalismo falhou e que é preciso reinventar outro jeito de estar no mundo. “Precisamos de uma nova mente e um novo coração. E isso requer um sentimento de responsabilidade global e responsabilidade coletiva. Para juntos chegar a um modo sustentável de viver”, disse Leonardo Boff.

Para João Abraão, as crises são sinônimos de oportunidade, uma chance que a população mundial tem de decidir um novo caminho. “Essas crises que vivemos – social, ambiental, ética – estão na verdade, integradas, e podemos encarar isso como uma grande oportunidade, de participar de um momento em que podemos construir as diretrizes de um movimento de desenvolvimento sustentável”, concluiu.

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