Ciranda internacional da comunicação compartilhada

Chavez destaca trabalho do ComunicaSul e lê texto de Renata Mielli

Na primeira coletiva de imprensa após a vitória na Venezuela, Hugo Chávez destacou o trabalho realizado pelo coletivo ComunicaSul (foto). O presidente leu o texto da jornalista brasileira Renata Mielli, do Barão de Itararé, para se referir ao poderio de Caprilles. Além de Renata, participam do ComunicaSul Vanessa Silva, do Portal Vermelho; Terezinha Vicente, da Ciranda; Leonardo Wexell Severo, da CUT; Marcio Schenatto, do Jornal e da TV Caxias;Caio Teixeria, da TV Floripa e Daniel Cassol, que colabora com o Brasil de Fato.

Contraponto à SIP

Ato público no local e contraconferência online acontecerão no dia 15 de outubro, em defesa da ampla e verdadeira liberdade de expressão. Participe! A SIP não está do nosso lado.

Com dinheiro público, Kassab compra revista por R$493 mil

Uma semana depois, o prefeito de São Paulo, que recebe um dos piores índices de rejeição, foi capa da Veja São Paulo, do mesmo grupo editorial, com a manchete: "Será que estamos sendo justos com ele?".

Participação social é a marca do governo Chávez, diz Eva Golinger

Antes da primeira eleição de Chávez, a Venezuela “era um país onde as pessoas se sentiam invisíveis, não se identificavam com seu processo político. Agora é um país onde elas pensam, criticam, debatem, participam”.

Venezuela: Socialismo triunfa e enche América Latina de esperança

Milhares de pessoas foram até o Palácio Miraflores comemorar a vitória de Chávez e ouvir o presidente.



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Copacabana sob a perspectiva de Nazaré, uma de suas mais antigas moradoras

terça-feira 10 de julho de 2012, por Sucena Shkrada Resk

Copacabana completou 120 anos e tem algo peculiar e inspirador, que chama a atenção, além da beleza de sua praia, eternizada pela Bossa Nova, e o charme de suas construções. São a. Estima-se que um a cada três moradores de lá está nesta fase. Esse perfil faz com que a “qualidade de vida” seja uma meta fundamental para mulheres e homens com mais de 60 anos, como destaca a ex-assistente social e atual ajudante de cozinha, a carioca Nazaré Tavares, 78 anos.

No mês passado, tive a oportunidade de conhecê-la, quando estive no Rio de Janeiro. Essa senhora extremamente ativa, que prepara o café da manhã em um hostel em Botafogo, é uma copacabanense de “corpo e alma”. “Minha mãe trabalhou como cozinheira no Copacabana Palace e eu vivo desde minha infância lá...”, contou. Essa ligação de “Naza”, como gosta de ser chamada, é ainda mais extensa e se reflete em algumas das cerca de 180 medalhas que conquistou como atleta. “ Em 62, fui a primeira mulher a fazer a travessia do Forte de Copacabana ao Leme”, revela entre uma lembrança e outra também como maratonista.

Depois de ficar viúva de cinco relacionamentos e com uma filha única (que no final dos anos 90 partiu para estudar uma pós-graduação no exterior), ela revela que se viu em um novo desafio – “O que faria sozinha?” Então, decidiu que continuaria a trabalhar, mas se deparou com a dificuldade de uma nova colocação. E não pensou duas vezes. Apesar do nível universitário e de seu currículo com importantes colocações ao longo da carreira, foi fazer curso de copeira, serviços gerais... “Não tive vergonha de ingressar em uma nova área”.

A partir daí, deu um novo sentido à sua vida, mas não conseguiu se limitar a isso. Para manter sua saúde em dia, continuou com prática assídua de exercícios físicos, no Posto 3 de Copacabana, e foi aí que uma nova história começou a ser construída. Várias senhoras também começaram a se exercitar – com uma característica interessante (em grande parte viúvas também). “Hoje somos cerca de 1,2 mil idosas e no nosso grupo tem 10 homens”. E o que era coleguismo nas horas de lazer ganhou uma proposta maior.

“Começamos a observar que quase metade dessas senhoras não tem grande poder aquisitivo e necessitam de apoio. Assim surgiu a ideia da criação da Associação de Viúvas de Copacabana. Nossa expectativa é que até dezembro consigamos nos formalizar e inaugurar nossa sede, perto da rua Toneleiros, onde poderemos utilizar um imóvel, que passa por reforma. A proposta é que lá também haja 30 vagas para abrigar nossas companheiras necessitadas”.

Depois de ouvir dona Nazaré, em quase uma hora desse bate-papo, no fundo, fiquei orgulhosa por sua força de vontade, que demonstra o quanto podemos ser cada vez mais criativos e solidários e, com isso, ganhar vitalidade, com o passar dos anos. E viva Copacabana!

Blog Cidadãos do Mundo - jornalista Sucena Shkrada Resk www.twitter.com/SucenaSResk

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