Ciranda internacional da comunicação compartilhada

Chavez destaca trabalho do ComunicaSul e lê texto de Renata Mielli

Na primeira coletiva de imprensa após a vitória na Venezuela, Hugo Chávez destacou o trabalho realizado pelo coletivo ComunicaSul (foto). O presidente leu o texto da jornalista brasileira Renata Mielli, do Barão de Itararé, para se referir ao poderio de Caprilles. Além de Renata, participam do ComunicaSul Vanessa Silva, do Portal Vermelho; Terezinha Vicente, da Ciranda; Leonardo Wexell Severo, da CUT; Marcio Schenatto, do Jornal e da TV Caxias;Caio Teixeria, da TV Floripa e Daniel Cassol, que colabora com o Brasil de Fato.

Contraponto à SIP

Ato público no local e contraconferência online acontecerão no dia 15 de outubro, em defesa da ampla e verdadeira liberdade de expressão. Participe! A SIP não está do nosso lado.

Com dinheiro público, Kassab compra revista por R$493 mil

Uma semana depois, o prefeito de São Paulo, que recebe um dos piores índices de rejeição, foi capa da Veja São Paulo, do mesmo grupo editorial, com a manchete: "Será que estamos sendo justos com ele?".

Participação social é a marca do governo Chávez, diz Eva Golinger

Antes da primeira eleição de Chávez, a Venezuela “era um país onde as pessoas se sentiam invisíveis, não se identificavam com seu processo político. Agora é um país onde elas pensam, criticam, debatem, participam”.

Venezuela: Socialismo triunfa e enche América Latina de esperança

Milhares de pessoas foram até o Palácio Miraflores comemorar a vitória de Chávez e ouvir o presidente.



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Escracho popular reúne quase 2 mil pessoas para pedir punição a militar

quarta-feira 20 de junho de 2012, por Alessandra Goes Alves

Cerca de 1800 pessoas, dentre estudantes, integrantes do movimento Levante Popular da Juventude, Tortura Nunca Mais e Via Campesina, se reuniram em frente à residência de Dulene Aleixo Garcez dos Reis, capitão da Infantaria do Exército em 1970

"Se a ditadura já acabou, quero saber o militar que torturou". Esse foi o espírito do escracho popular ocorrido na manhã de hoje, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro. Cerca de 1800 pessoas, dentre estudantes, integrantes do movimento Levante Popular da Juventude, Tortura Nunca Mais e Via Campesina, se reuniram em frente à residência de Dulene Aleixo Garcez dos Reis, capitão da Infantaria do Exército em 1970, quando teria participado da tortura de Mário Alves, jornalista e secretário geral do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

Saídos da Avenida Pasteur, na entrada da Unirio, os manifestantes seguiram até o número 96 da Avenida Lauro Muller, onde colocaram uma faixa que dizia "Aqui mora um torturador". Pouco antes da chegada ao local, que já se encontrava isolado por guardas municipais e policiais militares do Batalhão de Choque, foram distribuídos panfletos com o dossiê do suposto torturador. " Esse e apenas mais um. Vamos continuar denunciando os torturadores e lutando pela justiça até que sejam todos eles julgados. Não temeremos isso, pois quem deve ter medo da verdade são os assassinos dos nossos heróis, assassinos da nossa história. E enquanto não há justiça, há escracho", dizia o panfleto distribuído pelo movimento Levante Popular da Juventude. Os manifestantes também carregavam cartazes com nomes e fotos de mortos e desaparecidos durante a ditadura militar.

Segundo Carolina Dias, integrante do Levante Popular, o intuito dos escrachos é resgatar a memória e pedir Justiça: "Queremos mostrar que essa luta não é só dos militantes e suas famílias. Quando a sociedade brasileira se apropriar desse debate, não vai ter mais como esconder os nomes dos torturadores". Para ela, a criação de uma Comissão Nacional da Verdade no Brasil se deu a partir de ação popular. "Se trata de uma manifestação pacífica, queremos o embate pelas idéias".

Paulistano de 55 anos da cidade de Ribeirão Preto (SP), Clóvis Seabra se lembra do obscurantismo da época da ditadura militar: "Foi um tempo obscuro, de repressão não só política mas também social. Tivemos nossos direitos constitucionais suprimidos". Para Seabra, um povo reprimido e acuado politicamente seria um legado da época da ditadura militar. "Houve um esvaziamento do espaço público, mas, pouco a pouco, estamos resgatando esse espaço. Quem constrói a democracia somos nós".

Raul Amorim, do Coletivo Nacional da Juventude da Via Campesina, o assunto mobiliza toda sociedade "Essa é uma questão que foi apagada da memória da nova geração. Se trata de uma articulação da juventude, seja ela da periferia, do campo ou do movimento estudantil".

"Quero saber a nossa história, quero a verdade para resgatar a memória" "Levante contra a ditadura, aos torturadores punição pela tortura" "Torturador pode esperar a sua hora vai chegar" "pois apanhar não é gostoso, vamos descriminalizar a luta do povo" "torturador, preste atenção: a juventude vai te expôr para a nação"

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