Ciranda internacional da comunicação compartilhada

Chavez destaca trabalho do ComunicaSul e lê texto de Renata Mielli

Na primeira coletiva de imprensa após a vitória na Venezuela, Hugo Chávez destacou o trabalho realizado pelo coletivo ComunicaSul (foto). O presidente leu o texto da jornalista brasileira Renata Mielli, do Barão de Itararé, para se referir ao poderio de Caprilles. Além de Renata, participam do ComunicaSul Vanessa Silva, do Portal Vermelho; Terezinha Vicente, da Ciranda; Leonardo Wexell Severo, da CUT; Marcio Schenatto, do Jornal e da TV Caxias;Caio Teixeria, da TV Floripa e Daniel Cassol, que colabora com o Brasil de Fato.

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Uma semana depois, o prefeito de São Paulo, que recebe um dos piores índices de rejeição, foi capa da Veja São Paulo, do mesmo grupo editorial, com a manchete: "Será que estamos sendo justos com ele?".

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Antes da primeira eleição de Chávez, a Venezuela “era um país onde as pessoas se sentiam invisíveis, não se identificavam com seu processo político. Agora é um país onde elas pensam, criticam, debatem, participam”.

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Mídia livre como trincheira de luta

sábado 16 de junho de 2012, por Soraya Misleh

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Participando da discussão sobre direito à comunicação, o curdo Yilmaz Orkan abordou o tema como parte da luta de seu povo por um estado.

Foto: Rita Ronchetti

À mesa sobre direito à comunicação, ainda na manhã deste sábado (16), o tema da mídia livre como trincheira de luta dos povos sem estado esteve na pauta. Yilmaz Orkan, vice-presidente de relações internacionais e desenvolvimento da Kon-kurd (Confederação de Associações dos Curdos na Europa), apontou a necessidade de os meios alternativos difundirem as violências sofridas pelos curdos e a censura por que passam. Segundo contou, seu país foi dividido em quatro após a Primeira Guerra Mundial, e parte agora está sob domínio turco.

Como forma de evitar que suas reivindicações por independência sejam ouvidas e o mundo tome conhecimento de sua causa, Orkan afirmou que "a internet está proibida ao povo curdo". A repressão teria resultado no assassinato de 66 jornalistas de um único veículo e condenação do diretor desse meio de comunicação, intitulado "Livre e atual", a 147 anos de prisão. Na tentativa de furar o cerco midiático, o movimento abriu um canal de TV na Dinamarca, mas "o governo turco interviu através da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e conseguiu seu fechamento".

Ele destacou que a publicação pela Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada de dois artigos sobre o povo curdo levou à procura de interessados em conhecerem sua realidade. Assim, lembrou a importância da solidariedade internacional, inclusive no campo das mídias livres. Essa foi manifestada pela plateia, que salientou a importância da comunicação democrática como trincheira de luta dos povos sem estado - entre os quais, ainda, os saarawis e palestinos, que vivem sob ocupação há décadas. Caminho fundamental para desconstruir estereótipos e divulgar a opressão e humilhação cotidianas a que são submetidos.

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