Ciranda internacional da comunicação compartilhada

Chavez destaca trabalho do ComunicaSul e lê texto de Renata Mielli

Na primeira coletiva de imprensa após a vitória na Venezuela, Hugo Chávez destacou o trabalho realizado pelo coletivo ComunicaSul (foto). O presidente leu o texto da jornalista brasileira Renata Mielli, do Barão de Itararé, para se referir ao poderio de Caprilles. Além de Renata, participam do ComunicaSul Vanessa Silva, do Portal Vermelho; Terezinha Vicente, da Ciranda; Leonardo Wexell Severo, da CUT; Marcio Schenatto, do Jornal e da TV Caxias;Caio Teixeria, da TV Floripa e Daniel Cassol, que colabora com o Brasil de Fato.

Contraponto à SIP

Ato público no local e contraconferência online acontecerão no dia 15 de outubro, em defesa da ampla e verdadeira liberdade de expressão. Participe! A SIP não está do nosso lado.

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Uma semana depois, o prefeito de São Paulo, que recebe um dos piores índices de rejeição, foi capa da Veja São Paulo, do mesmo grupo editorial, com a manchete: "Será que estamos sendo justos com ele?".

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Antes da primeira eleição de Chávez, a Venezuela “era um país onde as pessoas se sentiam invisíveis, não se identificavam com seu processo político. Agora é um país onde elas pensam, criticam, debatem, participam”.

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Magreb

Paz para o Saara Ocidental

sábado 12 de fevereiro de 2011, por Rita Casaro

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A explícita tensão e o antagonismo entre as delegações do Marrocos e Saharawi, presentes no FSM 2011, em Dakar, chamou a atenção dos participantes do encontro para o conflito que se desenvolve no Saara Ocidental desde 1975, quando, após a saída da Espanha, o território passou ao domínio marroquino. Reivindicam a independência o partido Frente Polisário, que tem apoio da Argélia, e atua desde Tindouf, e a Democracia para o Saara, uma dissidência mais numerosa, mas não armada, que se mantém na Espanha.

Bem mais numeroso, o grupo nacionalista do Marrocos participou do FSM com o objetivo explícito de impedir que os Saharawi realizassem oficinas ou falassemcom a imprensa. Para Fatimety Zrug, a atitude acabou sendo um favor. “Todos puderam ver quem eles são”, afirmou bem humorada. Membro da Afapredesa (Associação das Famílias dos Prisioneiros e Desaparecidos Saharawi), ela veio a Dakar para denunciar a violação dos direitos humanos pelo Governo do Marrocos.

Os adversários, por seu turno, não perderam a oportunidade de afirmar a ingerência estrangeira em assuntos marroquinos. No dia 9, convocaram uma conferência de imprensa para manifestar apoio à proposta de autonomia econômica, sem independência política, ao Saara Ocidental e denunciar sequestros cometidos pela Frente Polisário.

Agenda mínima

Como não poderia deixar de ser, o problema foi destaque da Assembléia de Convergência do Magreb – uma das 38 realizadas nos dias 10 e 11. Segundo Abdelkader Zraih, membro do comitê organizador do Fórum Social do Magreb, sem condições de chegar a um consenso sobre a solução política mais adequada para o Saara Ocidental, já que as opiniões se dividem, o encaminhamento feito é para que se estabeleça um processo de paz com a manutenção da discussões, com base na Iniciativa para a Paz no Saara Ocidental, lançado no Fórum Social do Magreb, realizado em 2008, em Jadida. A ideia lançada é que os movimentos sociais, entre si, busquem um caminho alternativo, diferente do que têm sido imposto pelos governos e forças militares envolvidos no conflito.

Abdelkader Zraih: evitar a violência

“O mais importante que temos que considerar é como podemos discutir, mesmo tendo opiniões diferentes. A Iniciativa de Paz é o que podemos chamar de mínimo entre nós, a agenda sobre a qual podemos trabalhar. É o primeiro passo. Temos que evitar qualquer violência na região. As soluções devem ser pacíficas. E, mais importante, temos que respeitar todos os direitos humanos em toda parte, seja no Saara Ocidental, no Marrocos ou na Argélia”, concluiu.

Um novo Magreb

Para Hamouda Soubhi, também membro do Fórum do Magreb, a questão é mais profunda e extensa que o conflito do Saara Ocidental, atualmente em negociação informal entre a Frente Polisário e o governo Marroquino. Na sua opinião, trata-se de construir um Magreb que atenda às necessidades do povo da região e não aos antigos colonizadores que a deixaram divida entre diferentes países e ainda tentam defender seus interesses econômicos nesses lugares. “O que precisamos é um novo Magreb, sem fronteiras. Falamos a mesma língua, comemos a mesma comida, temos a mesma cultura. Por que devemos nos dividir?”, questionou.

Hamouda Soubhi: reunir o Magreb

Foto: Terezinha Vicente

Tal anseio deve entrar em pauta no próximo Fórum Social do Magreb, previsto para acontecer em seis meses na Tunísia, país que deu início à onda revolucionária na região neste início de 2011.

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