Ciranda internacional da comunicação compartilhada

Chavez destaca trabalho do ComunicaSul e lê texto de Renata Mielli

Na primeira coletiva de imprensa após a vitória na Venezuela, Hugo Chávez destacou o trabalho realizado pelo coletivo ComunicaSul (foto). O presidente leu o texto da jornalista brasileira Renata Mielli, do Barão de Itararé, para se referir ao poderio de Caprilles. Além de Renata, participam do ComunicaSul Vanessa Silva, do Portal Vermelho; Terezinha Vicente, da Ciranda; Leonardo Wexell Severo, da CUT; Marcio Schenatto, do Jornal e da TV Caxias;Caio Teixeria, da TV Floripa e Daniel Cassol, que colabora com o Brasil de Fato.

Contraponto à SIP

Ato público no local e contraconferência online acontecerão no dia 15 de outubro, em defesa da ampla e verdadeira liberdade de expressão. Participe! A SIP não está do nosso lado.

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Uma semana depois, o prefeito de São Paulo, que recebe um dos piores índices de rejeição, foi capa da Veja São Paulo, do mesmo grupo editorial, com a manchete: "Será que estamos sendo justos com ele?".

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Antes da primeira eleição de Chávez, a Venezuela “era um país onde as pessoas se sentiam invisíveis, não se identificavam com seu processo político. Agora é um país onde elas pensam, criticam, debatem, participam”.

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Milhares de pessoas foram até o Palácio Miraflores comemorar a vitória de Chávez e ouvir o presidente.



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Sapatos contra Mubarak

quinta-feira 10 de fevereiro de 2011, por Rita Freire

Os acontecimentos da Praça de Tahrir pulsam no território do Fórum Social Mundial, em DAcar

O Fórum Social Mundial que acontece em Dacar, no Oeste Africano, transcorre conectado com os acontecimentos da Praça Tahrir, no centro da cidade do Cairo, ao norte do continente.

Na quinta-feira (10), os mais de 2 mil participantes da Assembléia dos Movimentos Sociais, realizada durante a tarde, compartilhavam com os manifestantes egípcios a ansiedade pelo discurso em que o presidente Hosni Mubarak poderia anunciar sua renúncia. E depois sentiram também a frustração com o recuo do mandatário, que pretende se manter no poder até as eleições em setembro.

Foi um dia de assembléias de convergëncias no território do FSM. Trata-se de um modo novo de encaminhar as articulações feitas no encontro. Se existem lutas comuns entre as organizações, elas podem se encarregar de convocar ações conjuntas por meio de assembléias temáticas.

Nesse dia de expectativa internacional, houve assembléias sobre as campanhas contra a ocupação palestina, sobre os preparativos do Rio + 20, sobre o Fórum Social regional Magreb Mashrek, sobre a Educação. E houve encontros e atividades preparatórias das assembléias que acontecem nesta sexta-feira, como da Diaspora Africana, das Mulheres, da Comunicação. Em todas elas, a especulação sobre a queda de Mubarak correu como um burburinho.

Desde o primeiro dia de atividades, ativistas no FSM têm feito contato com a resistência popular egípcia. Na tarde do dia 7, um cyber café universitário incrementado com um projetor serviu para exibir na parece as imagens da Praça em tempo real, e notícias foram transmitidas entre um e outro evento pela internet. " Minha mulher está lá agora", apontava El-Adawy que convidado de uma atividade a outra ajudou participantes do FSM a compreender o significado da revolta em seu país (ver entrevista).

No dia 8, um milhão de pessoas eram esperadas nas ruas do Cairo, e o assunto voltou a integrar as pautas das atividades, por exemplo na mesa sobre alternativas de comunicação cidadã nas lutas sociais, lembrando o uso da internet na mobilização contra Mubarak.

Quando o presidente egípcio iniciou seu discurso, já estava convocada entre os participantes do FSM uma manifestação em frente ’a embaixada egipcia em Dacar para a sexta-feira. Não se sabia ainda se a finalidade seria de protesto ou de festa pela renúncia.

"Nunca sucumbi à pressão internacional", declarou em seu discurso o político acuado pela multidão nas ruas, mas decidido a ficar no poder. "Anuncio que vou continuar nesse cargo e assumir minhas responsabilidades." Essas frases que fizeram egipcios erguerem seus sapatos em insulto ao dirigente, tambem provocaram indignação em Dacar.

Nesta sexta-feira, em frente ’a embaixada, é provável que mais sapatos sejam erguidos contra Mubarak.

(Obs: na sexta-feira, quando participantes do FSM começavam a se reunir em frente à embaixada,chegou a notícia da queda do ditador egípcio).

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