Ciranda internacional da comunicação compartilhada

Chavez destaca trabalho do ComunicaSul e lê texto de Renata Mielli

Na primeira coletiva de imprensa após a vitória na Venezuela, Hugo Chávez destacou o trabalho realizado pelo coletivo ComunicaSul (foto). O presidente leu o texto da jornalista brasileira Renata Mielli, do Barão de Itararé, para se referir ao poderio de Caprilles. Além de Renata, participam do ComunicaSul Vanessa Silva, do Portal Vermelho; Terezinha Vicente, da Ciranda; Leonardo Wexell Severo, da CUT; Marcio Schenatto, do Jornal e da TV Caxias;Caio Teixeria, da TV Floripa e Daniel Cassol, que colabora com o Brasil de Fato.

Contraponto à SIP

Ato público no local e contraconferência online acontecerão no dia 15 de outubro, em defesa da ampla e verdadeira liberdade de expressão. Participe! A SIP não está do nosso lado.

Com dinheiro público, Kassab compra revista por R$493 mil

Uma semana depois, o prefeito de São Paulo, que recebe um dos piores índices de rejeição, foi capa da Veja São Paulo, do mesmo grupo editorial, com a manchete: "Será que estamos sendo justos com ele?".

Participação social é a marca do governo Chávez, diz Eva Golinger

Antes da primeira eleição de Chávez, a Venezuela “era um país onde as pessoas se sentiam invisíveis, não se identificavam com seu processo político. Agora é um país onde elas pensam, criticam, debatem, participam”.

Venezuela: Socialismo triunfa e enche América Latina de esperança

Milhares de pessoas foram até o Palácio Miraflores comemorar a vitória de Chávez e ouvir o presidente.



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Dacar reafirma a educação como um direito humano fundamental

sexta-feira 4 de março de 2011

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Declaração da Assembleia de Convergência para a Educação, Dacar - FSM 2011

Os/as participantes da Assembleia de Educação do Fórum Social Mundial, reunidos/as na Universidade Cheik Anta Diop, da cidade de Dakar, em 10 de fevereiro de 2011, representantes de Movimentos Sociais, Redes Educativas, Sindicatos, Organizações Populares, Estudantis, de pais e mães e outros de alcance global, nacional e regional, aprovaram por consenso os seguintes pontos, surgidos das agendas de cada segmento, comprometido com a educação dos povos, de acordo com a Carta de Princípios dos FSM:

- Reafirmam:

1 - O reconhecimento do direito à educação como Direito Humano fundamental e inter-relacionado com os demais direitos sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais ( enfoque transversal);

2 - o reconhecimento ás lutas por uma educação cidadã, por democracia, direitos ambientais, pelos novos desafios do trabalho, pela justiça social e a igualdade na perspectiva da educação ao longo da vida;

3 - a defesa da educação pública como responsabilidade do Estado, laica e gratuita da infantil à universidade, com financiamento público , pelos sindicatos, associações de pais e mães, grêmios de estudantes e movimentos sociais;

4 - a defesa da educação inclusiva considerando a diversidade étnica, de gênero , geracional, territorial, de orientação sexual e de necessidades especiais;

5 - a reivindicação da pedagogia de Paulo Freire e outras teorias pedagógicas similares baseadas no reconhecimento dos saberes locais, no resgate histórico destas experiências de educação popular e cidadã, e da educação do campo;

6 - o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento a governos locais, nacionais e organismos internacionais , contra a privatização e mercantilização da educação desde a perspectiva da educação como direito humano inalienável;

7 - o fortalecimento dos movimentos sociais que lutam pela educação como direito humano subjetivo e inalienável;

8 -o repúdio ao modelo de educação colonialista, em especial nos países africanos, que desrespeitam os saberes e histórias locais;

9 - a produção de conhecimento que responda aos contextos locais, em questões tais como migração, desemprego, guerra, qualquer forma de discriminação e direito á educar-se na própria língua;

10 - a solicitação expressa de atendimento a alunos/as e professores/as que vivem em condição de guerra, exigindo a proteção às suas vidas e o respeito aos seus direitos humanos;

11 - o fortalecimento da luta pela garantia de melhores condições de trabalho docente , considerando a deterioração observada em muitos lugares das condições de trabalho dos trabalhadores/as em educação;

12 - a preocupação com questões ligadas aos currículos, respeito á língua, instalações inadequadas, educação não centrada nas potencialidades humanas e em harmonia com a natureza;

13 - a necessidade de situar a luta pelo direito á educação no marco da crise do modelo civilizatório , promovendo a cidadania ativa e a resistência ao modelo imposto pelos organismos internacionais. Reconhecer que a democratização do saber é um instrumento importante na democratização da sociedade;

14 - a urgência em dotar de conteúdos significativos e significantes o conceito de educação de qualidade, acessível a todos e todas sem discriminação, solidário e ao longo da vida.

Encaminhamentos propostos aos movimentos e organizações comprometidas com a educação em todo o mundo:

1 - a luta contra os organismos internacionais que promovem a privatização da educação e a busca de recursos para a construção de mobilização social na defesa da educação de qualidade;

2 - o intercâmbio de experiências pedagógicas, mobilização social e pesquisas que promovam o direito universal á educação emancipadora, inclusiva e de qualidade;

3 - intercâmbio de saberes no campo da educação em todos os níveis e modalidades;

4 - o fortalecimento de lideranças sociais neste processo;

5 - o fortalecimento das Redes Mundiais que trabalham na oferta e acesso a materiais didáticos, na defesa do direito à educação e demais questões trabalhadas;

6 - trabalhar a educação na perspectiva de gênero, para a próxima Conferência Internacional da Educação;

7 - trabalhar na perspectiva da próxima Conferência Rio + 20 enfatizando a educação ambiental;

8 - participar da Assembléia mundial da ICAE;

9 - promover o diálogo para a construção de um outro mundo possível;

10 - fortalecer a luta dos sindicatos do setor da educação;

11 - pressionar os governos para a defesa da educação pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada , com financiamento público em todos os níveis e modalidades;

12 - organizar em todas as regiões e países as associações de pais e mães;

13 - valorizar e participar do Congresso da OCLAE em outubro no Uruguai em comemoração aos 45 anos da entidade a ser comemorado em 11 de agosto - Organização Caribenha e Latino Americana de Estudantes;

14 - unificar as lutas dos movimentos territoriais e locais que tratam da migração com as lutas pelo direito, acesso e qualidade da educação;

15 - utilizar e expandir o software livre e a banda larga como direitos das pessoas ao promoverem a liberdade do conhecimento;

16 - ter uma maior articulação com a Semana de Ação Global que promove a Campanha Mundial pela Educação;

17 - fortalecer as experiências e pesquisas da educação superior na busca de soluções aos problemas que enfrenta a luta pelo direito á educação;

18 - fortalecer as pesquisas e experiências da universidade que contribuem para a resolução de problemas educativos relacionados ao direito á educação;

19 - priorizar a educação presencial na formação docente para todos os níveis e modalidades de ensino.

Ponto Especial: A Assembléia encaminhou ao Conselho Internacional do Fórum Mundial de Educação - CI/FME um forte repúdio ao atentado á liberdade de expressão sofrido pela delegação do Povo Saharahui durante o FSM.

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