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Conselho Nacional de Saúde diz não ao uso da cloroquina

segunda-feira 25 de maio de 2020, por Tatiana Scalco - Ciranda Bahia,

Conselho Nacional de Saúde diz que orientação do Ministério da Saúde relativa ao uso cloroquina/hidroxicloroquina é decisão política tomada por não especialistas em saúde

Na última sexta-feira (22.05), o Conselho Nacional de Saúde publicou documento onde recomenda ao Ministério da Saúde que:

(1) suspenda as Orientações para manuseio medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da COVID-19, publicadas em 20 de maio de 2020, autorizando uso de cloroquina/hidroxicloroquina para tratar sintomas leves da COVID-19;

(2) não libere uso de qualquer medicamento como preventivo ou para tratamento da COVID-19 pela ausência de confirmações de uso seguro aos usuários; e

(3) assessore o governo federal, desempenhe seu papel na defesa da ciência e a redução da dependência de equipamentos e insumos, construindo uma ampla e robusta produção nacional.

Também recomendou ao Ministério Público Federal que pelo

"descumprimento da legislação do SUS e dos riscos à saúde da população brasileira, representados pela utilização da cloroquina e da hidroxicloroquina no contexto da pandemia pelo novo coronavírus, tome as devidas providências para que as orientações para manuseio medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da COVID-19, publicadas pelo Ministério da Saúde, sejam suspensas."

O documento é assinado ad referendum pelo presidente do CNS (Fernando Zazzo Pigatto). Nele estão apresentadas uma série de considerações que sustentam a recomendação, com destaque para as observações relativas à

"importância e o papel da ciência e da tecnologia estratégicos para a busca de soluções para a prevenção e tratamento da COVID19, bem como as conclusões já publicadas em revistas científicas, como a The New England Journal of Medicine, JAMA, The BMJ 1 e The BMJ 2, que tem demonstrado apenas efeitos indesejáveis do uso desses medicamentos, incluindo problemas cardíacos".

O corajoso documento está muito bem fundamentado. É preciso e didático. Ele desconstrói a política de saúde proposta por não especialistas em saúde. Destaca a relevância racionalidade para a tomada de decisões de políticas públicas, bem como o cuidado que a população em condições e situação de maior vulnerabilidade deve receber.

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fonte: Conselho Nacional de Saúde