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A diarréia da branquitude – parte 1

quinta-feira 28 de maio de 2020, por Franklim Peixinho,

Na imaginária segurança do lar mais um corpo negro foi abatido, o garoto João Pedro de 14 anos.

Imagem: Latuff

“Fique em casa” é o slogan repetido como mantra - e não discordo -, ou a única certeza em meio a ondas negacionistas de um lado, e conselhos de expertos do outro.

Sim, fiquemos em casa para nos proteger do vírus, da insegurança, da violência, embora esta regra basilar não tenha o menor sentido para uma grande parcela da população.

Na imaginária segurança do lar mais um corpo negro foi abatido, o garoto João Pedro de 14 anos. Lembremos do menino Joel do Nordeste de Amaralina, a garotinha Agatha do Complexo do Alemão, e tantos outros que compõem o vasto quadro do perverso genocídio de crianças negras no Brasil, assassinadas em casa, na escola ou simplesmente brincando na rua.

Além do “abate”, o descaso com o corpo de João Pedro seguiu um ritual de profanações coletiva de uma família ou várias que se viram naquele contexto. Não basta matar, se faz necessário desumanizar. Afinal é só mais um negro. Um corpo que pode se jogar em qualquer lugar ou vala. Os pais? Eles que se “virem” para acharem a res. Além da morte, doído foi a via crucis da família para achar o corpo do filho.

#JoaoPedroPresente
#JoelConceicaoCastroPresete
#AgathaVitoriaPresente

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