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Ministério da Educação: novo jogador e a partida continua...

segunda-feira 29 de junho de 2020, por Paula Arcoverde Cavalcanti ,

Quais os reais atributos que esse jogador irá utilizar, para que àqueles que não tem apreço pelo atual governo possa conter as jogadas?

Esta coluna traz algumas reflexões acerca do último fato no jogo da política brasileira: a convocação do novo jogador para o Cargo de Ministro da Educação.

Minha surpresa, no entanto, não se dá a partir dessa convocação tendo em vista que ao que parece, ele possui atributos importantes para o técnico. Minha indignação se aciona a partir de alguns aspectos: 1) como um jogador pode descrever atributos que não possui? 2) por que esse atributo é tão fetichizado? 3) por que esse atributo ‘afiançaria’ ao jogador um ideário compatível com a ‘defesa’ da educação pública brasileira e ‘ajudaria’ ao time adversário?

Em um jogo coletivo, cada jogador deve ter um ou mais atributos para ajudar o time a vencer cada partida. Cada jogador vai atuar potencializando esses atributos ao longo do jogo para desarticular, impedir e desestabilizar e, assim, vencer o adversário. Cada partida percorrida, deixa o time mais próximo de vencer o campeonato.

Então, quais os reais atributos que esse jogador irá utilizar, para que àqueles que não tem apreço pelo atual governo possa conter as jogadas?

De qualquer maneira um atributo é passível de ser verificado: o novo jogador possui a mesma base ideológica do governo. E isso basta verificar em seu Curriculum...
Retomemos a máxima...

Nenhum técnico convoca um jogador para tornar o time pior! O técnico pode até errar, convocando um jogador com atributos que não ajude ao time do jeito que ele gostaria, mas o fato dele estar lá, de criar algumas jogadas, pode ser suficiente para ganhar a partida e, consequentemente, o campeonato!

Então, só nos resta esperar com quais atributos o novo convocado irá atuar...

Imagem: Eder

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Paula Arcoverde Cavalcanti