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1933: A Alemanha aceitou, numa única eleição...

quarta-feira 5 de maio de 2021, por Carlos Russo Jr.,

1933: A Alemanha aceitou, numa única eleição democrática, os valores de um bando de homens degradados, que lograram impor seus valores a uma nação altamente civilizada!

1933: A Alemanha aceitou, numa única eleição democrática, os valores de um bando de homens degradados, que lograram impor seus valores a uma nação altamente civilizada!
Passado quase um século, ainda nos surpreende hoje como os alemães puderam ter permitido que as gangues nazistas fossem tão longe, cometessem crimes de tais proporções que, afinal, levaram à destruição quase completa de seu próprio país! E a uma hecatombe mundial, que ceifou oitenta milhões de vítimas!
“É preciso armar o povo”, disse Goebbels. “O exército proibido, (milícias paramilitares) vai ser formado”, acentuava Hitler e assim foi feito!
Hitler foi um mestre. Todo seu discurso, todas as suas atitudes e aquelas de sua gangue sempre tiveram efeito duplo, falso, a mentira substituindo a verdade, tanto nos sinais como na palavra.
O deus de Hitler era um deus de comício, um Jeová de botas! A negação da história, da cultura alemã, dos valores do humanismo e do iluminismo, dos valores autênticos do cristianismo.
Seus companheiros de gangue eram “dândis” e desajustados, fracassados sociais como seus líderes, que somente poderiam ser definidos em relação a inimigos reais ou imaginários.
Pois o fascismo e o nazismo têm a moral da gangue: o desprezo e a morte da liberdade, o domínio da violência e a escravização do espírito.
2018: Alguns países repetem a velha formulação do século XX, escolhem e sofrem a moral da gangue! O exemplo mais escandaloso para todo o mundo é o do Brasil! Pois a moral da gangue brasileira que se assenhorou do poder através do voto, assim como a da Alemanha de 1933, é a moral do saque, da morte e da devastação.
Seu deus também o é de fancaria, de rezas televisivas, de pastores malandros e de multidões infantilizadas. Tão degradado quanto o de Hitler, regressivo nos preconceitos, no negacionismo e anticientificismo, que reúne crentes que se enrolam numa bandeira verde amarela, herança dos Bourbons e Habsburgos, herança do Brasil do Império e da escravidão.
Por outro lado, a guerra fria terminou há décadas. O “fantasma do comunismo” não mais assombra o mundo. E nós, pobre Brasil, caminhamos para a destruição e a barbárie.

Carlos Russo Jr.

Terá nossa sociedade a força e a vitalidade da revolta para reconstruir-se?
Convidamos à leitura integral em:https://www.proust.com.br/post/a-moral-da-gangue-destr%C3%B3i-um-pa%C3%ADs-quando-hegem%C3%B4nica-1933-e-2018


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