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A sociedade líquida e a loucura

terça-feira 10 de agosto de 2021, por Carlos Russo Jr.,

A emersão de um individualismo desenfreado, onde ninguém é companheiro de ninguém e sim, seu antagonista. O próximo é sempre alguém de quem se deve proteger, quando não, atacar.

Existiria um modo de sobreviver à liquidez? Se existir, este consiste justamente em perceber que vivemos em uma sociedade líquida que, para ser compreendida e, quem sabe, talvez superada, exige instrumentos totalmente dos diferentes dos tradicionais.
O pós-moderno era como uma ponte que levava a humanidade a um lugar sem nome, uma “no Land”. A essa “no Land”, Bauman cognominou sociedade líquida.
A emersão de um individualismo desenfreado, onde ninguém é companheiro de ninguém e sim, seu antagonista. O próximo é sempre alguém de quem se deve proteger, quando não, atacar.
Este individualismo cada vez mais extremado que terminou por solapar as bases da modernidade e do pós-moderno, deu origem a uma situação em que, na falta de qualquer referencial comunitário, tudo se dissolve, tudo se liquefaz. “A sociedade torna-se líquida”!
Aonde iremos?
Samuel Bellow disse certa feita que, em épocas de loucura, acreditar que se é imune à loucura é também uma forma de loucura!
Vivemos a sociedade líquida! Onde aportaremos?

Carlos Russo Jr

Convidamos à leitura de nosso ensaio em: https://www.proust.com.br/post/a-sociedade-l%C3%ADquida-e-a-loucura


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