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Jornada discute educação ambiental

sábado 31 de janeiro de 2009, por Lacênio Barbosa,

Educadores, estudantes e os mais diversos segmentos interessados em discutir os temas relacionados ao meio ambiente participaram, no dia 29 de janeiro, no campus profissional da UFPA, em Belém, da II Jornada Internacional de Educação Ambiental, dentro do Fórum Social Mundial 2009. As discussões tiveram como base o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, com os participantes fazendo a leitura coletiva dos 16 princípios do documento e logo depois se subdividindo em grupos para discuti-los. Segundo a diretora pedagógica do Instituto Paulo Freire (IPF), promotor do evento, Ângela Antunes, essa dinâmica permite que um número maior de pessoas não só conheça como possa intervir no documento que é um processo dinâmico como a própria educação. Ela lamentou que, mesmo entre aqueles que se interessam pelo tema, o tratado ainda seja pouco conhecido ao ponto de somente duas pessoas, num grupo de cem, admitirem já o terem lido. “O tratado é a síntese de um processo histórico e é preciso não só conhecer seu texto como reescrevê-lo”, asseverou.

A preocupação com o meio ambiente e a educação ambiental como tema gerador ganhou corpo dentro do Instituto com a participação do professor Moacir Gadotti, presidente do IPF, na Rio 92. As discussões sócio-ambientais foram determinantes para alimentar reflexões que culminaram no surgimento de obras como “Pedagogia da Terra” e “Educar para a Sustentabilidade”, escritas por Gadotti.

Presente em vários grupos, a professora Moema Viezzer, coordenadora da II Jornada Internacional de Educação Ambiental, mostrou-se satisfeita com o grau de diversidade dos participantes, seja na faixa etária, com pessoas dos 15 aos 70 anos, ou mesmo nas origens nacionais e étnicas. Lembrou que o tratado originado na Conferência Rio 92 foi assinado por cerca de 600 instituições de mais de 80 países e que hoje, junto com a Carta da Terra, é um documento que reforça a responsabilidade dos povos com a sustentabilidade do planeta.

A professora disse que apesar dos contratempos foi importante a realização do FSM na Amazônia por ser uma forma das pessoas que vivem aqui expressarem o que pensam sobre a exploração da floresta. “É importante trabalhar a periferia como centro e a Amazônia é um lócus de interação na América latina por pertencer a vários países”.