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Refugiados no Senegal participam do FSM

segunda-feira 7 de fevereiro de 2011, por Ana Facundes, Jean Baptiste, Magali Honório, Terezinha Vicente ,

Khardiata Sarr, refugiada da Mauritânia

Khardiata Sarr chegou da Mauritânia há 13 anos, após ter sido violentada juntamente com sua avó, quando já havia perdido pai e mãe na guerra. Afirma que em seu país, é comum as mulheres sofrerem violência sexual e todos sofrerem torturas durante os conflitos étnicos. Ela monta bijuterias que vende, dia após dia, buscando basicamente comer. Khardiata diz procurar trabalho, mas que não encontra, e precisa pagar 25.000 CFA (francos senegaleses) por um quarto onde vive com os três filhos.

Ramata Hott, refugiada da Costa do Marfim

Ramata Adama Hott, 44 anos, chegou da Costa do Marfim há 21 anos. Hoje, ela vive com seus 5 filhos no Senegal. Sai diariamente para tentar conseguir comida e voltar no fim do dia para cozinhar algo para os filhos. Um ano depois, chegou ao país Abdoulaye Fall, 51 anos, que vive em Dacar com sua esposa e 4 filhos. Seynabou Toure tem 30 anos e chegou em 2002.

Suas histórias têm muito em comum – além do fato de terem saído da Costa do Marfim por conflitos étnicos, eles não têm vontade de voltar ao seu país, pois temem a segregação racial, mas vivem em condições difíceis no Senegal. Segundo eles, vieram trazer ao Fórum sua reivindicação de que o governo do Senegal reconheça sua condição de refugiados e ofereçam assistência.

No destaque, Adinasu, refugiado da Etiópia

Refugiados da Mauritânia, Costa do Marfim, Etiópia, Eritreia, Serra Leoa, Congo, Darfur, Guiné, Libéria e Togo participam do Fórum Social Mundial em Dacar na esperança de denunciar sua situação e exigir mudanças. Na Universidade Cheikh Anta Dipo, onde estão sendo desenvolvidas a maioria das atividades do Fórum, tendas promovem debates relacionados aos refugiados, próximo ao prédio do IFAM. Amanhã, dia 8, haverá um grande debate às 15h, reunindo refugiados de diversos países.

Fotos: Ana Facundes