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Diário Não Oficial do Brasil - Dia 15/365

terça-feira 15 de janeiro de 2019, por Fátima Froes,

Estranhamente as pessoas cobram de Jair Bolsonaro não ter feito nada nos 15 dias de governo

Entendo, diferentemente desses comentaristas, que as promessas de campanha estão a pleno vapor. Hoje é um dia de glória para o governo fascista. Vamos, finalmente, armar a população para chegarmos a índices astronômicos de violência, para que assim, possamos armar até os dentes todos os aparatos militares e paramilitares para nos solidificarmos como o país da violência extrema. Da assunção plena da lei do mais forte.

1- Os povos indígenas, alvo primeiro, já estão sendo massacrados no Mato Grosso. Bandidos do agronegócio simplesmente avançam, tomam as terras e nada é feito pelo Governo Federal, que, pelo contrário, enfraquece a FUNAI. Esse discurso de campanha foi bem claro: de que valem os indígenas? Vamos transformá-los em pobres urbanos. Mas as suas terras valem muito, quem chegar primeiro, leva.

2- Assentamentos dos sem terra e comunidades quilombolas também estão sendo atacados de todas as formas. Seja virtualmente pelo twitter do Presidente que coloca os movimentos sociais ao lado do crime organizado, seja diretamente ou sendo cerceados, a exemplo do caso do Quilombo Rio dos Macacos, na Bahia, onde a Marinha pretende proibir o acesso de um quilombo inteiro à água para assim se apropriar das suas terras e poder construir um resort para almirantes. Porque afinal de contas, os privilégios das forças armadas nunca são demais.

3- Para complementar o programinha de VIOLÊNCIA PARA TODOS, uma loja virtual vende tacos de beisebol para "educar vagabundo", pela módica quantia de 110,00 reais. Diversos deles grafados como "Direitos Humanos", "Motivação", "Diálogo", para exemplificar. Quem não puder comprar sua arminha tem a opção de ir de taco. Gourmetizado ou não.

Enfim, essa é a minha visão otimista do momento. Tenho ainda a catastrófica que não ouso compartilhar. Afinal de contas o aumento do feminicídio, da violência contra a população LGBTQI, contra negros e pobres não têm nada a ver com o eleitor de Bolsonaro. Eles lavam as mãos. Com sangue, de preferência.

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