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Diário Não Oficial do Brasil - Dia 22/365

terça-feira 22 de janeiro de 2019, por Fátima Froes,

5º dia da blindagem (?) do bolsofilho

Informes da imprensa nacional: O bolsofilho homenageou integrantes da milícia que matou Marielle Franco e empregou parentes de integrantes da milícia que matou Marielle Franco.

1. O Presidente da República do Brasil vai à TV Italiana disseminar fake news. Uma narrativa para atribuir a Dilma Rousseff participação na organização VPR, que num confronto com os militares que haviam tomado de assalto o país, matou um sargento. Numa evidente tentativa de estabelecer um paralelo com a trajetória do extraditado Battisti. Esse discurso, cuidadosamente planejado, visa criar a imagem de salvador da pátria contra supostos terroristas daqui e d’além mar. A atuação política de Dilma Rousseff é pública, de fácil acesso a alfabetizados. (Dilma era da VAR-Palmares, sem qualquer relação com a ocorrência citada e não participou da luta armada).

2. O governo pretende criminalizar os movimentos sociais para deixar sem nenhum controle os terroristas capitalistas que atacam, das mais diversas formas, a vida da população.

3. Se o campo não planta a cidade não janta. Os 35 anos do MST, nos fazem refletir qual a (não) política de reforma agrária e o terrorismo apoiado pelo Estado brasileiro. Os agrotóxicos (mais de 40 substâncias proibidas em outros países do mundo e liberadas para as nossas mesas) e o avanço das milícias organizadas sobre terras indígenas e quilombolas, e ataques à terra e à produção de todos os pequenos proprietários.

4. O MST é o maior produtor de arroz orgânico da América Latina, possui mais de 100 cooperativas, 1.900 associações agro industriais. Realiza pesquisas, tem uma escola de formação, 1.500 escolas para jovens de 07 a 14 anos, investe na educação de jovens e adultos.

5. A agricultura familiar responde por 70% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro (dados do MDA).Mas o governo Bolsonaro representa o latifúndio e tem que criminalizar os movimentos sociais para abrir espaço para os que devem impostos de montantes consideráveis possam monopolizar a produção agrícola e nos expor como cobaias e mercado para os agrotóxicos proibidos em outros países.

6. Usando o The Intercept como fonte, vemos o Grupo NAOUM, devedor de 1,2 bilhões em impostos e mantendo terras improdutivas, conseguir, num processo inédito, condenar 4 integrantes do MST, em decisão que assume a tese de que o MST é uma organização criminosa.

7. O (não) projeto de país de Bolsonaro não sustenta nem 6 minutos de discurso em um Fórum Econômico e não tem respostas para as questões fundamentais do país. Afinal, produzir não parece uma palavra que faça parte do vocabulário do presidente eleito.

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