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Diário Não Oficial do Brasil - Dia 32/365

sexta-feira 1º de fevereiro de 2019, por Fátima Froes,

Avaliação do bolsonarismo - Parte I de algumas

Me falta conhecimento, erudição, ou talvez ignorância suficiente para avaliar esse governo.

Em 01/01 tomou posse Jair Messias Bolsonaro, com um espetáculo estranho e mal dirigido, cercado de populismo, com uma primeira-dama de vestido rosa chá e falando em libras, bem no lugar silenciado que as mulheres devem ter no patriarcado. Houve um cavalo com São Jorge que ainda tentou impedir aquela ignomínia, mas foi em vão.

A tática inicial do governo eleito se apoiou em um diversionismo histriônico. Um circo de horrores foi montado para que a intrépida trupe de ministros, assim como o titular e sua família, falassem os mais diversos absurdos e fatos polêmicos enquanto toda a perda de direitos ia a galope, silenciosamente.

Algum desentendimento entre os titulares e o PIG aconteceu, de forma que toda a investigação que já havia sido feita sobre um dos bolsofilhos, suas contas bancárias e seus envolvimentos com a milícia começou a vir à tona e o foco passou a ser a própria família e o eleito. "Oh!! gritava o coro indignado: Os milicianos que elegemos são corruptos". Mas rapidamente uma nova versão surgia: "são os maus jornalistas, os esquerdopatas mentirosos " e todos se conformavam. Menos os esquerdopatas, é claro.

A negociação entre o presidente eleito, sua família (que atua como extensão da personalidade empossada), o PIG, e alguns setores ocultos não caminhou, face,talvez, ao amadorismo da família presidencial, e foi reveleado mais do que o público esperava, manchando de sangue os bolsofilhos. Mesmo assim a fé dos seguidores, que se sentem representados por justiceiros, não necessariamente foi abalada. Porque afinal, além do PêTê, temos o Queiroz, o 2º mordomo, que sempre leva a culpa no final.

A primeira viagem internacional, preparada para distribuir o país em fatias, como brinde extra do petróleo, que no passado chegou a se apresentar como o nosso futuro, foi de bravatas, curtas, e poucos resultados concretos. Basicamente: ninguém quer mais ser brasileiro, e o país caiu para a última posição do ranking dos países que atraem investimentos. A liquidação se afigura mais rápida do que imaginamos.
Todos os direitos estão ameaçados. A Declaração de Direitos Humanos, CLT, Direito à Saúde Básica, Educação Básica, Ensino Superior, Habitação, enfim, pense num direito, ele está ameaçado. A população que tem possibilidade de comprar uma arma e pagar por uma licença mais de R$4.000,00, se sente segura, o resto vai ter que improvisar com o marxismo cultural, arma poderosíssima.

A cidadania acabou, agora somos "cidadões". O genocídio da população indígena é calculado e estimulado. A ministra do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos é acusada de sequestro e tráfico de crianças indígenas. E ainda tem o crime ambiental da Vale, Brumadinho, merecendo muitas análises .
Então, observando em perspectiva a trajetória até aqui, concluo que já devemos estar próximos da borda da terra plana.

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