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Diário Não Oficial do Brasil - Dia 37/365

quarta-feira 6 de fevereiro de 2019, por Fátima Froes,

20º dia de blindagem do bolsofilho. Um membro do STF ameaça romper a blindagem.O senador tem seu próprio procurador

Crime ambiental da Vale. 114 pessoas mortas. 194 desaparecidos. Flávio Schvartsamnn continua livre. A expressão homicídio doloso aparece na imprensa. Décimo segundo dia.

Medo, surpresa ou violenta emoção. Seremos mortos assim como moscas. Ou baratas?

• Sr. Juiz, aquela mocinha com vestido vermelho me causou medo. Uma comunista, provavelmente armada de marxismo cultural Com medo acabei dando esses 4 tiros nela.

• Sr. Juiz, aquele rapazinho pretinho que vinha com aquele pandeiro na mão, que surpresa, os oito tiros que dei nele foram por essa surpresa, pandeiro? ele não era evangélico?

• Sr. Juiz, que violenta emoção ao ver aqueles 12 meninos circulando tão independentemente numa área tão perigosa, não eram soldados do tráfico, puxa, o que poderiam ser? Estavam sem controle, ficamos aterrorizados. Chamei meus 8 amigos e, tomados de violenta emoção, os eliminamos. Colocamos no paredão, em legítima defesa.

• Sr. Juiz, nós 17 policiais que acabamos de nos formar, temos que nos exercitar frente a esta perigosa juventude que nos enche de medo, por isso resolvemos sequestrar, torturar e matar aquele adolescente, naquele momento fomos subitamente tomados pela surpresa, medo e violenta emoção diante da possibilidade de não termos ainda a prática necessária ao cumprimento da nossa missão.

De acordo com a OAB a polícia brasileira é a de maior letalidade do mundo. DO MUNDO!!!. (Aquele que tem 193 países). O Estado policial, representado por Sérgio Moro, é absolutamente cínico ao legalizar os grupos de extermínio. A pena de morte já acontece sem nenhuma legalização.

O entendimento de que a violência é gerada por pobre, preto e mulheres, especialmente mulheres negras, que podem ser transformados em criminosos, é falácia vigente. O sucateamento da segurança pública e a tosca interpretação do seu papel como política pública, transforma a polícia em milícia.

O Estado tem o monopólio da violência e quer ser livre para o exercício da tortura e assassinatos sem controle, legalizando as ações arbitrárias da polícia e glorificando as milícias. Não quer proteger a população. Os 61.000 assassinatos desse país com esse estado de exceção provavelmente aumentará exponencialmente. O que vai mudar é que nós não teremos acesso às estatísticas. Quem vai morrer? Quem vai matar? Ser cúmplice disso é OBSCENO.

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