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Diário Não Oficial do Brasil - Dia 42/365

segunda-feira 11 de fevereiro de 2019, por Fátima Froes,

25º dia de blindagem do bolsofilho. Crime da vale: 157 mortos, 184 desaparecidos

Flávio Schvartsmann continua onde a burguesia acha que é o lugar dele. Preparando o lucro dos acionistas da Vale, com sangue, com soterramento, com tudo. 700 pessoas foram evacuadas por risco de rompimento em duas outras barragens. Já é difícil acompanhar os dados nas manchetes.

Controle do corpo, controle das mulheres, controle dos LGBTQI, controle dos dissidentes, controle dos diferentes.

1. O Ministério da Saúde divulgou no dia 6 uma nota técnica que reorienta as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental. O retrocesso civilizatório, de aproximadamente 30 anos, como foi chamado por alguns setores, inclui internamento de crianças, eletrochoques, abstinência forçada, foco no encarceramento e medicamentalização.

2. A quem interessa o retorno dos manicômios e o que está atrás dessa concepção retrógrada de doença mental? Se formos seguir as ações do governo fascista até o momento, vamos ver que cada ação tem uma razão, um patrocinador, um grupo de interesse. A luta antimanicomial desde a década de 70, aqui no Brasil, percorreu longo caminho com pequenas vitórias.

3. O que é o corpo dissidente, o que é alguém que necessita ser apartado? Para os governos autoritários pode ser qualquer pensamento divergente, agora imagine isso num governo com base no anti-intelectualismo, antipensamento, envolto nas profundas ignorâncias de um Olavo de Carvalho, por exemplo, de gente que é jurista e que não leu a constituição, de gente que é terraplanista, que é anticiência?

4. Os manicômios, assim como as prisões, devem ser instrumentos poderosos de apartar, de inviabilizar a vida de pensamentos divergentes. Já temos milhares de casos no Brasil de pretos, pobres, prostitutas e o emblemático caso do ex-presidente Lula, confinado numa prisão para não concorrer as eleições.

5. Como todos não cabem nas prisões, vamos aos casos "clínicos", teremos cura gay, cura de pequenas rebeldias, cura de pensamentos. Tudo gerando lucro para clínicas terceirizadas e para a farmacologia que já não consegue vender tantos produtos no eixo norte. O prognóstico como tudo nesse governo é nefasto.

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