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Diário Não Oficial do Brasil - Dia 48/365

domingo 17 de fevereiro de 2019, por Fátima Froes,

30º dia de blindagem do bolsofilho. O crime da Vale segue sem punição

O desrespeitoso Fábio Schvartsman, que continua livre, é o único a não se levantar, numa cerimônia na Câmara dos Deputados, durante o minuto de silêncio em homenagem aos mortos pela Vale na cidade de Brumadinho. Mais uma cidade evacuada.

Reforma da Previdência 2 de 4, em 10 pontos.

1- A mercantilização de um direito universal, assim o economista Paulo Kliass define a proposta de Paulo Guedes, de capitalização para a previdência. Cada contribuinte "capitaliza" a sua contribuição. Um modelo que está levando à morte os idosos no Chile. Mas talvez seja esse o propósito do mago do bilhão dos Fundos de Pensão

2- O governo Bolsonaro tenta convencer a população de que a previdência é insustentável estruturalmente. E penaliza os mais pobres.

3- A MP 871 (Medida Provisória da Previdência) dá um golpe fortíssimo no trabalhador rural. Os Sindicatos Rurais até então organizavam a documentação e davam entrada, agora é o trabalhador quem tem que comprovar sua condição de trabalhador rural, ou seja, ao longo da vida tem que receber e dar guarda a toda a sua documentação. Vínculos frágeis, condições precárias, documentação frágil. Impactam diretamente na possibilidade de aposentadoria desse trabalhador.

4- A proposta de "recuperação" da previdência, propõe diminuir a pensão das viúvas, dos órfãos, cortar pensão dos inválidos, diminuir radicalmente a dos idosos, mas não propõe cobrar a dívida do Grande Capital.

5- A dívida das grandes empresas é de 450 bilhões e assim continuará. Muito provavelmente será "perdoada".

6- Na lista das grandes empresas, ainda ativas, temos a JBS, o Bradesco, Itaú, Santander, a Mendes Junior Engenharia, as Lojas Americanas, o Instituto Presbiteriano Mackenzie, a Volkswagen do Brasil, e pasmem, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, e a VALE. São algumas centenas, entre elas empresas bem lucrativas. Esse "privilégio" não será abalado. Privilégio de dever, descontar do trabalhador e negociar a dívida, zerando-a.

7- Os servidores do Legislativo federal se aposentam com um valor médio de R$ 26.000,00 um trabalhador urbano se aposenta com,em média, R$ 1.130,00.

8- As pensões vitalícias às filhas dos militares custam aos cofres públicos 5 bilhões por ano, única categoria que tem esse privilégio, não está em pauta a alteração da bolsa-filha.

9- O valor médio de aposentadoria do judiciário é de 18 mil. Também passará incólume pela reforma.

10- De acordo com o site de notícias Brasil de Fato, em dados de 2015 a Previdência era superavitária em 11 bilhões .

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